- O senador Flávio Bolsonaro divulgou o trailer da cinebiografia Dark Horse, que retrata a vida de Jair Bolsonaro e propõe uma versão ficcional do atentado de 2018 durante campanha.
- O filme mostra antagonistas discutindo qual arma usar para assassinar o candidato, sugerindo uma teoria de conspiração que contraria as investigações oficiais.
- A Polícia Federal concluiu que Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho, sem mandantes ou grupos organizados, e que o ataque ocorreu em Juiz de Fora (MG).
- Produtoras e financiamento envolvem o fundo Havengate Development Fund LP, com pagamentos registrados a partir de 2025; Eduardo Bolsonaro negou ter recebido recursos para o filme.
- O orçamento estimado do projeto fica entre US$ 23 milhões e US$ 26 milhões, com US$ 24 milhões supostamente negociados por Flávio Bolsonaro; não há data de lançamento definida.
A divulgação do trailer da cinebiografia Dark Horse ocorreu nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, quando o senador Flávio Bolsonaro anunciou o material. O filme foca na vida de Jair Bolsonaro e apresenta uma versão ficcionalizada do atentado de 2018 durante campanha, com cenas que contemplam a possibilidade de uso de diferentes armas.
No trailer, personagens antagonistas discutem a logística do ataque, incluindo qual instrumento seria mais eficaz para eliminar o candidato. O episódio real ocorreu em Juiz de Fora, Minas Gerais, durante comício, quando Adélio Bispo de Oliveira feriu Bolsonaro com uma faca escondida em um jornal.
A narrativa do filme contrasta com as investigações oficiais. A Polícia Federal abriu dois inquéritos principais sobre o caso e concluiu que Adélio agiu sozinho, sem mandantes ou coordenação com grupos. A personagem que representa Adélio no trailer sugere um planejamento envolvido, o que diverge do que as investigações indicaram.
A produção conta com roteiro assinado pelo deputado Mario Frias, direção de Cyrus Nowrasteh e atuação de Jim Caviezel. A divulgação do trailer surge pouco antes de novas revelações sobre transações financeiras associadas ao projeto.
A PF realizou quebras de sigilos bancários, telefônicos e telemáticos de Adélio, verificando ausência de repasses de terceiros e inexistência de coordenação com facções. A Justiça Federal declarou Adélio inimputável devido a transtorno delirante persistente, mantendo-o sob medida de segurança na Penitenciária Federal de Campo Grande.
Envolvimento financeiro e controvérsias
Documentos publicados pelo Intercept Brasil sugerem que o orçamento do filme é superior ao padrão brasileiro, estimado entre US$ 23 milhões e US$ 26 milhões. O Valor negociado entre Flávio Bolsonaro e o financiador seria de US$ 24 milhões, equivalente a cerca de US$ 134 milhões à época.
Relatos indicam repasses ocorridos em 2025, com notificações de pagamentos ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas. O pagamento, segundo a apuração, totalizaria US$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025. Eduardo Bolsonaro negou ter recebido recursos para o filme e afirmou que o escritório contratado cuidava da gestão burocrática e financeira.
A reportagem buscou contato com Paulo Calixto, advogado envolvido no caso, mas não obteve retorno. Flávio Bolsonaro confirmou a negociação, sem detalhar valores, e enfatizou que a referência ao “irmão” referido pela outra parte se relacionava ao compromisso de apoio ao projeto.
O Superior contexto envolve ainda a prisão de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, em operação relacionada a fraudes. Em depoimentos públicos, Vorcaro teria sido considerado ativo no financiamento, embora a formalização de repasses ainda não tenha sido confirmada por fontes oficiais.
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