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Sem o Brasil, Paper Tiger não iria a Cannes, diz produtor Rodrigo Teixeira

Rodrigo Teixeira: sem o Brasil, Paper Tiger não estaria em Cannes; ele aponta o papel das coproduções e da presença brasileira no festival

O produtor brasileiro Rodrigo Teixeira participa do Festival de Cinema de Cannes com dois filmes: "Taper Tiger, de James Gray, e "La Perra", de Dominga Sotomayor.
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  • O produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, teve dois filmes selecionados em Cannes deste ano: Paper Tiger, de James Gray, na disputa pela Palma de Ouro, e La Perra, de Dominga Sotomayor, na mostra paralela Quinzena dos Cineastas.
  • Teixeira afirma que, sem o Brasil, Paper Tiger não teria sido rodado nem estaria em Cannes, destacando a participação brasileira como relevante para o filme.
  • A presença brasileira em Cannes 2024 é discreta, com quatro coproduções em várias mostra e apenas um filme autobiral autoral brasileiro na mostra La Cinef.
  • Ele ressalta que o cinema independente hoje depende de carreiras em festivais e que o Brasil tem espaço por meio de parcerias internacionais, com RT Features em Paper Tiger e Tatiana Leite em Elefantes na Névoa.
  • Entre projetos futuros, Teixeira aponta desejo de manter o Brasil inserido em produções internacionais, destacando também o envolvimento em um filme americano filmado no Brasil, Zero K, de Michael Almereyda.

Rodrigo Teixeira, produtor brasileiro, mantém presença constante no Festival de Cannes. Nesta edição, a RT Features coproduziu dois filmes em destaque: Paper Tiger, de James Gray, na disputa pela Palma de Ouro, e La Perra, de Dominga Sotomayor, com Selton Mello no elenco, na mostra paralela Quinzena dos Cineastas. Em entrevista à RFI, ele defende a participação do Brasil na produção de Paper Tiger.

A participação brasileira em Cannes deste ano é discreta. O país aparece principalmente por meio de quatro coproduções e apenas um filme autoral brasileiro integra a mostra La Cinefic. Em 2019, Teixeira foi o único brasileiro na competição pela Palma de Ouro com Armageddon Time, outro filme de Gray. Ele afirma que, hoje, o foco é o trabalho que viabiliza as coproduções.

Rodrigo Teixeira atua há 15 anos no Cannes, defendendo cinema independente e autoral. Ele reforça que, mesmo com presença modesta, o Brasil está presente por meio de títulos relevantes na programação. Segundo o produtor, sem o aporte brasileiro, Paper Tiger não seria feito nem estaria no festival.

Papel do Brasil e o cinema independente

Teixeira aponta que a participação brasileira, embora discreta, sustenta a relevância dos filmes selecionados. Ele cita Paper Tiger, da RT Features, e Elefantes na Névoa, de Tatiana Leite, na mostra Un Certain Regard, como exemplos de presença contínua de profissionais brasileiros em Cannes.

O produtor também comenta o momento de ausência de grandes produções de Hollywood em competição. Ele acredita que o cinema independente americano, com liberdade de expressão, continua bem representado, mesmo com coproduções internacionais que envolvem França, Brasil, Itália e outras parcerias.

Perspectivas e vínculos latino-americanos

Sobre o alcance regional, Teixeira evidencia que La Perra é um projeto latino-americano integrado por Chile, Uruguai, Brasil e Colômbia, com adaptação de livro colombiano. Ele destaca orgulho ao participar de produções que fortalecem a cooperação entre países da região e reforça o desejo de manter o Brasil atuante nesses processos.

O produtor cita ainda o projeto americano No Brasil, Zero K, dirigido por Michael Almereyda, como exemplo de interesse em manter o Brasil como destino de filmagens internacionais. Para ele, inserir o Brasil em projetos globais é uma forma de valorizar o país e ampliar oportunidades de produção.

Rodrigo Teixeira reforça, por fim, que sua meta é manter o Brasil inserido em quase tudo que puder, valorizando o cinema nacional e contribuindo para que o Brasil seja reconhecido como polo de produção internacional, sem abrir mão de sua identidade.

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