- O filme The Man I Love, dirigido por Ira Sachs, estreou no festival de Cannes e retrata a cultura gay em Nova York nos anos oitenta, durante a homofobia da era Reagan e com HIV em foco.
- Jimmy George, ator e artista de performance HIV-positivo, deixou uma internação de três semanas e estreia uma nova peça teatral baseada em Once Upon a Time in the East, no papel de Hélène.
- O protagonista vive com o parceiro Dennis, que cuida dele, enquanto há desconfiança do vizinho britânico Vincent, o que pode impactar a recuperação de Jimmy.
- A irmã Brenda e o marido Gene aparecem para acompanhar a doença e a emoção de Jimmy, e a peça teatral é descrita como exaustiva e incerta quanto ao futuro dele.
- A crítica cita momentos positivos, como a declamação de Malek em trechos de Henry V, e a nostalgia dos anos oitenta com músicas, mas considera a atuação de Malek excessiva e o conjunto difícil de digerir.
O Man I Love, dirigido e escrito por Ira Sachs, foi apresentado no festival de Cannes. O filme aborda a vida de um ator HIV positivo em Nova York nos anos 80, período de intensa homofobia durante a era Reagan. A obra procura retratar a cultura gay e a crise da saúde pública.
Rami Malek interpreta Jimmy George, ator e performer em ascensão, que retorna de uma internação após uma crise relacionada ao HIV. Ele vive com o parceiro Dennis, interpretado por Tom Sturridge, que cuida dele e desconfia do possível interesse de um vizinho britânico.
Dennis se mostra atento e cauteloso diante da chegada do vizinho Vincent, vivido por Luther Ford. A tensão entre os personagens acompanha o desenvolvimento de um novo espetáculo teatral no qual Jimmy atua, uma produção baseada em um filme de 1974.
A convivência familiar é explorada pela presença da irmã Brenda, interpretada por Rebecca Hall, e do marido Gene, vivido por Ebon Moss-Bachrach. A relação entre Jimmy e a família evidencia conflitos sobre saúde, dignidade e responsabilidade.
O enredo acompanha ainda a preparação do novo show, com Jimmy usando um visual extravagante e, em alguns momentos, apresentando-se em números desiguais. Em cenas-chave, o elenco discute o desempenho e o impacto da doença na vida artística.
Crítica inicial aponta que, apesar da intenção bem intencionada, a atuação de Malek pode soar excessivamente contida para o estilo do filme, gerando uma discrepância com a dramaticidade de alguns momentos musicais e de palco.
O filme inclui referências de época, como canções e atmosferas do 80, que remetem ao período e ao contexto histórico. A trilha sonora e cenas de hospital contribuem para a ambientação, sem, contudo, resolver as dificuldades de ritmo apresentadas pela narrativa.
A produção é apresentada como um retrato sincero de um momento complexo da história, com foco em temas de saúde, preconceito e expressão artística. A recepção inicial indica uma obra com boas intenções, mas com desempenho de protagonista que divide opiniões.
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