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Coprodução brasileira Elefantes na Névoa vence júri em Cannes

Coprodução brasileira em Cannes vence o Prêmio do Júri da mostra Un Certain Regard; recebe ainda o prêmio de melhor criação de som, totalmente realizado no Brasil

A cerimônia de premiação da mostra Un Certain Regard de Cannes aconteceu nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, e o nepalês Abinash Bikram Shah (o primeiro da esquerda), diretor de "Elefantes na Névoa, recebeu o Prêmio do Juri.
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  • Coprodução Brasil–Nepal venceu o Prêmio do Júri da mostra Un Certain Regard de Cannes com o longa Elefantes na Névoa, dirigido por Abinash Bikram Shah, após estreia ovacionada na quarta-feira, 20 de maio.
  • O filme é o primeiro longa nepalês selecionado para Cannes.
  • Foi premiado também pela melhor criação de som, com a conclusão da sonorização totalmente no Brasil; a participação brasileira é destacada pela parceria entre Tatiana Leite e Leonardo Mecchi.
  • Tatiana Leite, da Bubbles Project, e Leonardo Mecchi, da Enquadramento Produções, atuam como produtores brasileiros do projeto.
  • A premiação reforça a presença brasileira no circuito internacional de cinema, em uma edição que traz 19 longas, incluindo seis estreias disputando a Caméra d’Or.

O filme Elefantes na Névoa, coprodução entre Nepal, Alemanha, França, Noruega e Brasil, levou o Prêmio do Júri da mostra Un Certain Regard em Cannes. A premiação ocorreu na sexta-feira, após a estreia de sucesso ocorrida na quarta-feira durante o Festival de Cannes. A participação brasileira foi viabilizada por Tatiana Leite (Bubbles Project) e Leonardo Mecchi (Enquadramento Produções). A diretora de som brasileira também teve participação destacada no projeto.

A coprovação brasileira ficou marcada pela atuação criativa na área de som. O trabalho final, realizado no Brasil, contou com a presença do técnico Pedro Sá no Nepal durante a filmagem, e a edição e mixagem ocorreram posteriormente no Brasil. O diretor Abinash Bikram Shah assinou o longa, cuja narrativa mistura realismo e elementos fantásticos.

A história se passa em um vilarejo no Nepal, próximo a uma floresta de elefantes selvagens. A líder da comunidade Kinnar busca liberdade ao lado do amor, mas o desaparecimento de uma filha impõe uma escolha entre desejo pessoal e responsabilidade com o grupo historicamente marginalizado. O filme marca a primeira participação de um longa nepalês no festival.

A escolha do júri presidido pela atriz Leïla Bekhti reconheceu a obra como uma narrativa de grande beleza, que foge de rótulos. O reconhecimento externo reforça a notoriedade internacional do cinema nepalês e de sua primeira obra no circuito de Cannes.

Prêmio do Júri e prêmio de som

Pela manhã, o longa recebeu o prêmio de melhor criação de som, com a participação brasileira destacada na coprodução. O produtor Leonardo Mecchi comentou que afinalização de som ocorreu no Brasil, com Abinash acompanhando o processo em São Paulo durante três semanas. A produção brasileira, segundo ele, teve papel criativo decisivo nesse campo.

A produtora Tatiana Leite enfatizou a importância do reconhecimento: foi um orgulho participar deste marco para o cinema nepalês em Cannes. A premiação de som e o Prêmio do Júri evidenciam a presença brasileira no projeto e no cenário audiovisual internacional.

Distribuído no Brasil pela Imovision, Elefantes na Névoa aparece como um dos títulos mais aguardados do ano, fortalecendo a participação brasileira no circuito internacional de cinema. O filme já figura entre as coproduções de destaque na competição.

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