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Crítica de Coward: soldados encontram escape e romance na troupe de guerra

Na frente ocidental da Primeira Guerra Mundial, soldados formam companhia teatral, vivenciam romance gay e enfrentam acusações de covardia enquanto buscam escape

‘Committed performances’ … Coward.
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  • Em Cannes, o filme Coward acompanha uma turma teatral de soldados belgas na frente ocidental da Primeira Guerra Mundial.
  • O grupo, liderado por Francis, um alfaiate que floresce na função, apresenta shows nas linhas de frente para elevar a moral dos companheiros.
  • O soldado Pierre se envolve com Francis, desferindo-se de modo deliberado para entrar no grupo e viver um romance secreto.
  • Os atores enfrentam acusações de covardia e avaliam a possibilidade de desertar para confirmar quem são, diante da brutalidade da guerra.
  • Dirigido por Lukas Dhont, o longa é elogiado pela atuação de Campagne e Macchia, ainda que alguns momentos pareçam previsíveis.

O festival de Cannes recebeu a nova produção de Lukas Dhont, Coward, um romance gay ambientado na Primeira Guerra Mundial. O filme acompanha soldados belgas que formam uma troupe teatral para entreter colegas, mesmo enquanto a linha de frente impõe limites duros.

No cerne da história estão Francis, alfaiate civis, e Pierre, soldado que se aproxima do grupo por afinidade e amor. A relação entre eles desafia pressões de disciplina, deserção e a própria ideia de coragem no front. A montagem revela a busca por identidade em tempos de conflito.

A direção de Dhont mergulha na coragem de se expressar, mesmo sob ameaça. Francis lidera com disciplina severa, defendendo o espetáculo como abrigo e liberdade artística. O filme explora também o custo humano de entretenimento para militares feridos.

Francis e Pierre encaram dúvidas sobre desertar para um país neutro, como Suíça ou Espanha, para revelar quem são de forma aberta. A relação é testada pela constante vigilância das autoridades e pela necessidade de manter a moral das tropas.

As encenações variam de apresentações musicais a peças mais íntimas para oficiais de alta patente, além de esquetes para soldados que vão à batalha. O elenco principal, Valentin Campagne e Emmanuel Macchia, entrega performances sérias e envolventes.

A produção é descrita como bem pesquisada e com atuações convincentes, apesar de soar por vezes previsível em sua mensagem. O filme destaca a tensão entre o papel de entretenimento e o custo emocional da guerra.

Coward foi exibido no festival de Cannes, atraindo atenção por seu enfoque sensível sobre amor, segredo e sobrevivência. O filme questiona o que significa confiar em quem se é, em meio ao caos do front. O elenco completo inclui outros atores que complementam a trama.

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