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Documentário sobre Bolsonaro tem estreia tímida e ignora a presidência

Documentário sobre Bolsonaro estreia em cinquenta e poucas salas com público tímido, enfocando a biografia pessoal em vez de sua gestão

Cartaz do documentário 'A Colisão dos Destinos', sobre Bolsonaro
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  • O documentário A Colisão dos Destinos estreou na quinta-feira (14) em 56 salas de cinema, com pelo menos 4.924 ingressos vendidos até o momento.
  • A produção foca na vida pessoal de Jair Bolsonaro, com depoimentos da família e aliados, e evita abordar temas como a carreira presidencial e fatos políticos passados.
  • O filme mostra a infância e juventude do ex-presidente, incluindo relatos da irmã, dos filhos e de aliados como Hélio Lopes e Nikolas Ferreira, entre elogios e críticas pontuais.
  • A narrativa privilegia aspectos íntimos e familiares, destacando relações afetivas e o modo de demonstrar afeto, sem discutir mandatos ou eleições.
  • Em contraste com outras obras sobre Bolsonaro, o documentário não destaca campanhas, incluindo a de 2018, a pandemia ou eventos de 8 de janeiro, concentrando-se na figura humana do ex-militar.

O documentário A Colisão dos Destinos estreou na quinta-feira (14) em 56 salas de cinema do Brasil, num circuito de cerca de 3.500 teatros. Até o momento, foram vendidos pouco mais de 4.9 mil ingressos. A obra foca em Jair Bolsonaro, ex-capitão do Exército, sem abordar o conteúdo da presidência.

A estreia ocorre pouco depois de reportagem do Intercept Brasil sobre financiamento de Dark Horse, filme de ficção sobre o pai de Bolsonaro, envolvendo pagamentos a uma produtora. O lançamento também chamou atenção por atravessar cidades do interior paulista, longe do centro de São Paulo.

A produção acompanha a trajetória do ex-presidente a partir de relatos da família. Denize, Vânia, Solange e Renato aparecem em depoimentos sobre a infância no interior de Eldorado, SP. O filme utiliza recursos visuais simples, com entrevistas no formato talking heads.

Depoimentos de aliados e próximos aparecem ao longo da narrativa, entre relatos sobre religiosidade, fé e a relação com a família. Entre eles estão parlamentares paulistas e de outros estados, que destacam aspectos da vida do então candidato.

O filme não aborda de forma abrangente a atuação política de Bolsonaro nem temas como a pandemia, as eleições de 2018 ou 8 de janeiro. O foco é apresentado como a trajetória pessoal do ex-marido e ex-pai, com destaque para experiências familiares.

Relatos dos filhos também ganham espaço, com testemunhos sobre o comportamento familiar. A obra descreve a relação entre Jair Bolsonaro e os filhos, incluindo cenas de afeto e momentos de disciplina, sem prescrever julgamentos.

Ao longo da exibição, a recepção do público foi marcada por aplausos contidos, refletidos em sessões com plateias discretas. Em Embu das Artes, SP, uma sessão ocorreu, mas já não estava em cartaz no dia seguinte, segundo registro de exibição.

Desdobramentos

  • O documentário evita abordar dados oficiais de governo, mantendo o foco na pessoa física de Bolsonaro e na visão da família.
  • O filme também recorre a imagens de arquivo e de bastidores, com trilha sonora que remete a formatos televisivos antigos, buscando uma abordagem intimista.
  • O debate público ao redor do filme envolve questões sobre financiamento de produções ligadas a figuras políticas, sem confirmação de vínculos diretos entre produções.

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