- O longa Mambembe, de Fabio Meira, estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 21, após dezoito anos de gestação desde a primeira ideia do roteiro.
- O filme reflete sobre o próprio fazer cinematográfico, mostrando como o tempo de produção influenciou a obra.
- Fabio Meira, de 45 anos, goiano que começou como assistente de Ruy Guerra, carrega na obra uma visão construída pela experiência no cinema.
- O circo mambembe funciona como metáfora de liberdade e reinvenção da vida, com mulheres que vivem em trânsito e buscam um lugar ao sol.
- Os três longas de Meira — As Duas Irenes, Tia Virgínia e Mambembe — compartilham atenção a personagens à margem que buscam compreender a si mesmas e encontrar seu espaço no mundo.
O longa Mambembe, de Fabio Meira, ficou 19 anos em gestação e estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 21. O filme mistura documentário e ficção para retratar artistas circenses, centrando-se em três mulheres que vivem na estrada.
O diretor, 45, natural de Goiânia, chegou ao cinema como assistente de Ruy Guerra, referência do Cinema Novo. A experiência moldou uma visão sólida de produção; o filme usa o circo mambembe como metáfora da reinvenção da vida e de um destino não definido.
Muitos identificam o projeto com a trajetória do próprio Meira, que já morou em várias cidades e países. O trio de longas do cineasta — incluindo As Duas Irenes e Tia Virgínia — compartilha foco em personagens à margem que buscam o seu lugar e a possibilidade de amar a si mesmas, mesmo diante de dificuldades.
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