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Resenha de End of the Rainbow aponta Jinkx Monsoon como Judy Garland

Monsoon brilha como Judy Garland, mas o bio-drama é limitado, reduzindo o impacto e sugerindo que a história merecia uma versão solo mais completa

Acidic quips … Jinkx Monsoon as Judy Garland, right, with Adam Filipe (Anthony) in End of the Rainbow.
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  • A peça End of the Rainbow, com Jinkx Monsoon no papel de Judy Garland, estreou no Soho Theatre Walthamstow, em Londres, situando a história na década de sessenta.
  • Garland fica em meio a um triângulo amoroso entre Anthony (Adam Filipe) e Mickey (Jacob Dudman), em um momento de decadência da cantora.
  • O texto alterna entre o privado e o público, com números musicais que sustentam as emoções, arranjos de Leo Munby.
  • A encenação de Jasmine Swan, com piano preto no centro, iluminação de Prema Mehta e paleta em preto e branco, cria uma estética elegante e uma transição visual ao Technicolor.
  • A crítica destaca a atuação de Monsoon e a qualidade vocal, mas aponta ritmo irregular do roteiro e pouca exploração da exploração infantil na carreira de Garland.

End of the Rainbow, produção de Peter Quilter, chega a Londres com Jinkx Monsoon no papel de Judy Garland. A peça, em cartaz no Soho Theatre Walthamstow, acompanha Garland nos anos 60, em meio a uma crise pessoal e profissional, em um ambiente de hotel e apresentação no Talk of the Town.

A performance de Monsoon mescla humor ácido e vulnerabilidade, explorando a vida da cantora entre seus amores e a luta contra o álcool e a dependência de drogas. A montagem foca na relação entre Garland, o pianista Anthony e o temporário pretendente Mickey.

A direção de Rupert Hands cria uma divisão entre momentos privados e a vida pública da estrela. O palco minimalista utiliza cortinas brancas e um piano central, com iluminação que reforça a estética de descendente de glamour a decadência.

Musicalmente, as Numbers são marcantes. A direção musical de Nick Barstow sustenta as coreografias vocais, que alternam entre triunfo e ruína, dando veracidade às canções que cercam as lembranças de Garland.

A encenação valoriza a caracterização de Monsoon, cuja voz cresce de forma contínua e expressiva, deslocando o foco da impersonação para a construção de uma persona que convive com traumas passados.

A atuação de Adam Filipe (Anthony) é sensível, mas os papéis de apoio permanecem funcionais, o que reduz o impacto dramático em alguns trechos. A peça, contudo, mantém o ritmo forte nas cenas musicais.

Produção cênica e percepção crítica

A cenografia de Jasmine Swan utiliza o espaço com elegância e o visual monocromático contrasta com os momentos de Technicolor na transição para Oz, reforçando a trajetória de Garland.

Conjunto artístico e tema

Embora a peça celebre a figura de Garland como ícone queer, o enredo concentra-se mais na biografia que nos bastidores da exploração infantil, o que pode deixar o público com sensação de falta de contexto histórico.

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