- O conceito de backrooms surgiu em 2019, quando uma foto publicada no fórum 4chan mostrou corredores vazios, tapete gasto e luzes fluorescentes.
- Nas redes, a ideia ganhou forma de lenda com relatos de espaços infinitos, criaturas desconhecidas e várias “níveis” do local.
- O tema inspirou um filme produzido pela A24, que tem estreia marcada para 28 de maio.
- Kane Parsons, jovem da Califórnia, dirigiu a adaptação, após ganhar notoriedade com curtas sobre backrooms publicados na internet em 2022.
- O ator Shiwetel Ejiofor disse à The Guardian que as gravações eram tão grandes e confusas que alguns momentos de desorientação ocorreram durante as filmagens.
Os backrooms são um fenômeno da internet que ganhou força com imagens de corredores infinitos, gerando desconforto ao público. A ideia ganhou fôlego e se transformou em uma história coletiva que envolve teorias, mapas e criaturas imaginárias.
A narrativa começou em 2019, quando uma foto de um espaço vazio, com tapete gasto e iluminação amarela, foi publicada no fórum 4chan. Internautes passaram a criar um universo paralelo de espaços semelhantes, com níveis e monstros hipotéticos.
Com o tempo, comunidades online passaram a explorar o tema por meio de vídeos, jogos e textos, consolidando os backrooms como um lore compartilhado. O conceito ganhou adesão ampla na cultura digital e inspirou produções audiovisuais.
Origens
Kane Parsons, jovem criador californiano, foi apontado como o responsável por levar o universo a uma produção audiovisual mais ampla. Ele começou a publicar curtas usando animação e, em 2022, lançou um vídeo que simulava alguém perdido em um labirinto infinito, alcançando milhões de visualizações.
A partir desse sucesso, Parsons assumiu a direção da adaptação para o cinema. A produção chamou a atenção de Hollywood, abrindo caminho para a parceria com a A24, produtora responsável pela distribuição do filme.
Do online ao cinema
O filme, que estreia em 28 de maio, transforma a atmosfera de mistério online em uma produção audiovisual de longa duração. O cenário construído no set foi descrito por envolvidos como imersivo e desorientador, levando a gravarções onde gente se percebe perdida no espaço.
Entre os envolvidos está o ator Shiwetel Ejiofor, que comenta que o ambiente do set era tão extenso e confuso que houve momentos de deslocamento desorientador durante as filmagens. A produção manteve o foco em transmitir a sensação de estar em um lugar conhecido, porém irreal.
Perspectivas
A transformação do material de comunidades da internet para o cinema evidencia a tendência de franquias de terror surgidas de plataformas digitais. A recepção inicial aponta para uma narrativa que combina inquietação visual com uma sensação de familiaridade distorcida.
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