- Em Cannes, a Palma de Ouro de 2026 será anunciada na noite deste sábado; ninguém é franco favorito, mas o francês Notre Salut é a principal aposta da crítica francesa.
- Notre Salut, dirigido por Emmanuel Marre, acompanha a vida de um funcionário do regime de Vichy e teve seis indicações na lista da revista Le Film Français.
- Entre os favoritos da crítica internacional aparecem Minotauro (russo), Paper Tiger (americano), Fatherland (polonês) e Soudain (japonês), além de A Bola Negra (espanhol) entre as menções.
- A avaliação externa aponta uma divisão, com Fatherland ocupando a maior nota na visão da Screen Daily (3,3/4), seguido por Minotauro (3,2) e Soudain (3,1).
- O júri, presidido pelo sul-coreano Park Chan-wook, revelará os vencedores da 79.ª edição do Festival de Cannes na noite deste sábado.
A Palma de Ouro de Cannes terá sua decisão anunciada na noite deste sábado, durante a cerimônia da edição 2026. Ainda sem favorito claro, a crítica francesa aponta Notre Salut como principal candidata, enquanto a opinião internacional se divide entre outros títulos em competição.
Notre Salut, de Emmanuel Marre, reúne a história de um colaborador do regime de Vichy durante a ocupação nazista na França. O filme surge como peça central da aposta da imprensa francesa para o grande prêmio.
Entre os reforços da lista, dois títulos aparecem como possíveis rivais próximos na leitura francesa: Minotauro, do russo Andrei Zviaguintsev, e Paper Tiger, do americano James Gray, com produção do brasileiro Rodrigo Teixeira, ambos explorando temas criminais e históricos em contextos urbanos.
Crítica internacional dividida
A publicação britânica Screen Daily aponta três filmes próximos na disputa, sem apontar um claro favorito. Fatherland, de Pawel Pawlikowski, lidera com a melhor nota entre eles, seguido por Minotauro e Soudain, de Ryusuke Hamaguchi, com notas próximas.
Soudain, filmado na França em língua japonesa, narra a amizade entre uma diretora de casa de repouso e uma dramaturga que enfrenta um câncer. A avaliação ressalta a assinatura estética do diretor japonês e o tratamento das relações humanas.
Para o jornalista Patrick Straumann, as avaliações refletem a ausência de um candidato óbvio, resultado da diversidade de propostas presentes nesta edição. Já Guilherme Jacobs, editor do Omelete, considera que a seleção entregou exatamente o que era esperado, com forte presença de dramas históricos europeus.
Entre as obras mais ousadas, Haven aparece como destaque para Na Hong-jin e Fjord, de Cristian Mungiu, citados por parte da crítica como opções que quebram ritmos, sem, porém, indicar vencedores com clareza.
A decisão do júri, conduzido pelo sul-coreano Park Chan-wook, será divulgada na noite de hoje, encerrando a disputa de Cannes 2026.
Fonte: cobertura de críticos especializados e veículos de imprensa internacionais.
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