- Palma de Ouro ficou com Fjord, de Cristian Mungiu, marcando a segunda vitória do cineasta em Cannes.
- Grande Prêmio foi para Minotaur, de Andrey Zvyagintsev, com pano de fundo na guerra na Ucrânia.
- Melhor direção foi compartilhada por Los Javis (La Bola Negra) e Pawel Pawlikowski (Fatherland).
- Melhor ator: Valentin Campagne e Emmanuel Macchia; melhor atriz: Virginie Efira e Tao Okamoto.
- Prêmios adicionais: The Dreamed Adventure (Prêmio do Júri); Notre Salut (melhor roteiro); Benimana (Câmera de Ouro); For the Opponents (Palma de Ouro de curta); palmas honorárias a John Travolta, Barbra Streisand e Peter Jackson.
O Festival de Cannes encerrou sua 79ª edição com Cristian Mungiu levando a Palma de Ouro pelo filme *Fjord*, que aborda a polarização social. A cerimônia premiou ainda a dupla espanhola Los Javis em algumas categorias. O longa retrata uma família ultrarreligiosa em um vilarejo da Noruega e a investigação de autoridades sobre a educação das crianças.
A premiação reforça o foco da edição em cinema histórico, temáticas LGBT e presença de filmes espanhóis, com discursos marcantes sobre cooperação entre arte e política. O evento reuniu nomes de destaque e diversas correntes que atuam em direção oposta a extremismos, segundo os organizadores.
Premiações Principais
*Fjord* foi o vencedor da Palma de Ouro, anunciada na noite de sábado. O filme é dirigido pelo romeno Cristian Mungiu e reúne Renate Reinsve e Sebastian Stan no elenco. Mungiu descreveu o filme como compromisso com tolerância e empatia, recebendo o prêmio das mãos de Tilda Swinton.
O Grande Prêmio ficou com *Minotaur*, de Andrey Zvyagintsev, cineasta russo exilado. A obra aborda a guerra na Ucrânia a partir da história de um empresário que descobre a infidelidade da esposa, em tom crítico ao conflito.
Los Javis, Javier Calvo e Javier Ambrossi, dividiram a melhor direção com Pawel Pawlikowski, por *Fatherland*. O drama histórico de Calvo e Ambrossi ganhou elogios por sua narrativa sobre a humanidade e a relação entre três homossexuais em épocas distintas.
Destaques de atuação e roteiro
Melhor ator foi dividido entre Emmanuel Macchia e Valentin Campagne, por *Coward*, em atuação conjunta. Os intérpretes agradeceram em nome de seus elencos, enfatizando mensagens de aceitação e amor próprio.
Melhor atriz ficou com Virginie Efira e Tao Okamoto, por *All of a Sudden*, filme que analisa o impacto do capitalismo e a busca por uma sociedade mais humana.
O juri atribuiu o Prêmio do Júri a *The Dreamed Adventure*, da alemã Valeska Grisebach, enquanto o roteiro ficou com Emmanuel Marre, por *Notre Salut*.
Prêmios adicionais
A Câmera de Ouro foi para *Benimana*, da ruandesa Marie-Clementine Dusabejambo. O prêmio de Palma de Ouro de curta-metragem ficou com *For the Opponents*, dirigido pelo argentino Federico Luis.
Premiações honorárias foram entregues a John Travolta, Barbra Streisand e Peter Jackson, reconhecendo trajetórias marcantes no cinema mundial. O saldo da edição destacou o entrelaçamento entre história, arte e diversidade de formatos.
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