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Palma de Ouro vai para Fjord, de Cristian Mungiu, sobre polarização política

Fjord, de Cristian Mungiu, leva a Palma de Ouro em Cannes, ao retratar polarização política e intolerância, refletindo tensões sociais

Cena do filme 'Fjord', de Cristian Mungiu
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  • Palma de Ouro vai para Fjord, de Cristian Mungiu, premiando o romeno pela segunda vez; o filme aborda polarização política e intolerância.
  • Grande Prêmio do Júri ficou com Minotaur, de Andrei Zviaguintsev, que mostra o aumento da violência na Rússia; o prêmio do júri foi para A Dreamed Adventure, de Valeska Grisebach.
  • Melhor direção foi empate entre La Bola Negra, de Javier Ambrossi e Javier Calvo, e Fatherland, de Pawel Pawlikowski.
  • Melhor ator ficou com Emmanuel Macchia e Valentin Campagne, por Coward; melhor atriz, Virginie Efira e Tao Okamoto, por All of a Sudden.
  • O júri foi presidido por Park Chan-wook; integratei o grupo ainda Demi Moore, Chloé Zhao, Stellan Skarsgård, Ruth Negga, entre outros.

O Festival de Cannes encerrou a 79ª edição anunciando os vencedores da competição principal. A Palma de Ouro ficou com Fjord, de Cristian Mungiu, que retrata polarização política e intolerância ao mostrar um casal cristão acusado de agredir os filhos na Noruega. O prêmio marca a segunda vez do cineasta romeno, que já ganhou em 2007 com 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias.

Minotaur, do russo Andrei Zviaguintsev, levou o Grande Prêmio do Júri, segundo lugar do festival. O filme aborda o aumento da violência na Rússia, acompanhando um marido desconfiado da fidelidade da esposa. A escolha ressalta temáticas de tensão familiar e instabilidade social.

A Dreamed Adventure, de Valeska Grisebach, faturou o Prêmio do Júri. A obra acompanha Veska, arqueóloga que atua na fronteira entre Bulgária, Grécia e Turquia, um território marcado por altos índices de criminalidade. Entre os prêmios de atuação, destacam-se dois conjuntos masculinos e femininos.

Premiações técnicas e do elenco

Dois atores dividiram o prêmio de atuação masculina: Emmanuel Macchia e Valentin Campagne, por Coward, que narra o romance entre dois soldados na Primeira Guerra Mundial. Já o elenco feminino ficou com Virginie Efira e Tao Okamoto, por All of a Sudden, produção que aborda deterioração humana sob o capitalismo.

O júri, presidido pelo sul-coreano Park Chan-wook, contou com Demi Moore, Chloé Zhao, Stellan Skarsgård, Ruth Negga, Laura Wandel, Diego Céspedes, Isaach De Bankolé e Paul Laverty. A cerimônia também premiou a Caméra d’Or com Ben’Imana, de Marie Clémentine Dusabejambo, destacando o melhor primeiro filme.

Contexto e desdobramentos do evento

Na mesma programação, a mostra Um Certo Olhar premiou obras mais experimentais. Everytime, de Sandra Wollner, foi o grande vencedor desta seção. Elefantes da Névoa, de Abinash Bimram Shah Abina, recebeu o prêmio do júri na vaga paralela. A Palma Queer ficou com Teenage Sex and Death at Camp Miasma, de Jane Schoenbrun.

Barbra Streisand recebeu a Palma de Ouro Honorária, destacada pela homenagem coletiva durante a cerimônia. Isabelle Huppert executou a entrega, com participação de Peter Jackson e John Travolta, que não puderam comparecer. A edição contou com cobertura de imprensa internacional e registro fotográfico das atas.

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