- O cineasta Darren Aronofsky participou de um encontro sobre IA em Cannes, defendendo a visão de que IA é uma ferramenta útil e não substitui humanos; a produção Primordial Soup é parceira da Google DeepMind e citou uso de IA para evitar um bebê real em cena.
- Em Cannes, startups e estúdios apresentaram inovações de IA, com a Neumorphic AI anunciando dois filmes sci-fi gerados por IA durante um evento em iate; Steven Soderbergh lançou John Lennon: The Last Interview, com IA em cerca de 10% das imagens.
- Soderbergh descreveu as sequências geradas como “surrealismo temático” e ressaltou a honestidade sobre como as tecnologias foram aplicadas.
- A discussão sobre IA divide o setor: Guillermo del Toro afirmou que prefere morrer do que usar IA em seus filmes, enquanto outros, como Reese Witherspoon, investem pesado em ferramentas de IA para narrativa.
- Demi Moore, integrante do júri, disse que a IA chegou para ficar e que a luta contra ela é perdida; destacou que a tecnologia não substitui a essência humana da cinema.
Darren Aronofsky defende o uso de tecnologia na criação cinematográfica durante a edição de Cannes, onde o tema AI dominou debates entre executivos, artistas e startups. O diretor afirmou que a IA é uma ferramenta e não uma imitação de pessoas, destacando aplicações práticas no set e na pós-produção.
No encontro realizado à beira da Croisette, sob uma lona branca, Aronofsky discutiu as possibilidades da IA para resolver desafios de produção, citando um projeto em que ferramentas digitais substituíram o uso de um bebê de mentirinha em cena. A ampliação do conjunto de recursos é apresentada como somatória, não substituição.
A interlocução em Cannes também reuniu empresas de IA, estúdios e criadores que apresentaram novidades de ferramentas gerativas aplicadas ao cinema. Em especial, a plataforma Higgsfield mostrou conteúdos com tecnologia de IA para ficção científica, em evento realizado em um catamarã.
Steven Soderbergh destacou o uso de IA em um novo documentário sobre John Lennon, produzido em parceria com a Meta. Segundo o cineasta, cerca de 10% das imagens foram criadas com IA, em sequências estilizadas que ele descreveu como surrealismo temático, mantendo a honestidade sobre a técnica empregada.
O debate na festa do festival também teve vozes controversas. Guillermo del Toro afirmou que prefere não usar IA, enquanto outros nomes, como Reese Witherspoon, investem fortemente em ferramentas de narrativa assistidas pela tecnologia. O tema divide também a indústria entre filmes gerados por IA e produções híbridas.
Demi Moore, integrante da comissão de jurados, afirmou que a IA chegou para ficar e que a luta contra ela seria infrutífera. Em relação aos artistas, a atriz ressaltou a importância de proteger a criatividade humana, sem deixar de reconhecer o papel da tecnologia como apoio à produção.
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