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Cannes 2026: os cinco melhores filmes da mostra

Vogue britânica aponta cinco grandes destaques da Cannes 2026, entre o thriller de Mungiu e dramas sobre imigração, família e poder

'Congo Boy' foi um dos destaques de Cannes
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  • “Love Kills” de Cristian Mungiu, vencedor da Palma de Ouro, acompanha Mihai e Lisbet que se mudam aos fiordes noruegueses com cinco filhos; a desconfiança da comunidade sobre a devoção cristã cresce, e a escola revela hematomas da filha mais velha, levando a disputas de guarda com base nas leis de proteção à infância.
  • Minotaur, de Andrey Zvyagintsev, narra Gleb, CEO provincial, que prepara lista de funcionários para o exército durante tensões em 2022; a relação com a esposa e a denúncia de violência aparecem ao longo do filme, que critica a hipocrisia de oligarcas.
  • Club Kid, de Jordan Firstman, segue Peter, festeiro de Nova York, que cuida do filho Arlo, revelando a convivência entre vida de club e responsabilidade parental; o filme combina comédia e momentos emocionais.
  • Full Phil, de Quentin Dupieux, mistura comédia bizarra e nonsense entre Emily em Paris e The White Lotus; Kristen Stewart interpreta Madeleine, que consome muita comida em Paris enquanto enfrenta situações inusitadas.
  • Congo Boy, de Rafiki Fariala, acompanha o jovem refugiado congolês Robert em Bangui, explorando sobrevivência, sonho musical e conflitos na região, em uma estreia de ficção marcante.

O veículo Vogue britânica selecionou os cinco melhores filmes entre 24 longas apresentados em Cannes 2026. A escolha enfatiza obras que, segundo a publicação, merecem atenção pela qualidade de direção, atuação e temas relevantes. O tom é de análise crítica, com foco na atmosfera da mostra e no impacto potencial de cada título.

Entre os destaques, o vencedor da Palma de Ouro apresenta um thriller austero sobre imigração, família e lei de proteção infantil, com repercussões sobre a visão contemporânea de acolhimento e conflito de valores. A obra é marcada por planos rigorosos e interpretações que dilaceram de forma contida.

O festival também apresenta filmes de estreia de diretores consagrados, com propostas distintas. Em Cannes, o conjunto revela uma tela diversa que dialoga com questões sociais, políticas e existenciais, mantendo o foco na nitidez do olhar filmico — sem abrir mão da intensidade narrativa.

Minotaur

O russo Andrey Zvyagintsev retorna após quase uma década sem longas em Cannes. Minotaur acompanha Gleb, CEO provincial, e sua esposa Galina, em 2022. Enquanto o casal enfrenta pressões éticas e familiares, uma lista de dispensáveis revela tensões sociais e políticas.

O enredo expõe a hipocrisia de uma elite que negocia interesses com vulneráveis. O filme utiliza violência gradual para expor dilemas morais, destacando a atuação de Dmitriy Mazurov como protagonista. A obra reforça o reconhecimento de Zvyagintsev no festival.

Club Kid

Jordan Firstman estreia na direção com uma comédia dramática ambientada em Nova York. Peter, festeiro que domina a cena de clubes, é pego de surpresa pela chegada do filho Arlo, interpretado por Reggie Absolom. O encontro gera parceria cômica com evoluções sentimentais.

A narrativa combina humor e afeto, explorando responsabilidades parentais de forma leve. A produção, adquirida pela A24 após disputa de mercado, promete sucesso comercial ao chegar aos cinemas, mantendo o tom de entretenimento com reflexão.

Full Phil

Quentin Dupieux entrega uma comédia surreal que mistura referências a filmes de prestígio. Kristen Stewart protagoniza cenas excêntricas, com humor absurdo e uma estrutura de roteiro deliberadamente enrijecida. O resultado divide a plateia, mas diverte e surpreende.

A história envolve Madeleine, que ganha espaço numa trama de Paris ao lado de Phil, vivido por Woody Harrelson. Sequências de jantar, festas e distúrbios criam um mosaico satírico de relações modernas, com momentos de humor explícito.

Congo Boy

O debutante Rafiki Fariala apresenta Congo Boy, um estudo visualmente rico sobre um adolescente refugiado congolês em Bangui. O jovem briga pela liberdade dos pais e sonha com sucesso artístico, alternando cenas de clubbing e tiroteios.

A obra utiliza fotografia intensa e trilha sonora marcante para explorar juventude, migração e identidade. Fariala constrói uma visão urgente de uma região marcada pela instabilidade, confirmando o talento da nova geração de cineastas.

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