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Jane Fonda diz que mais mulheres brasileiras dirigindo fariam o cinema explodir

Jane Fonda aponta que mais mulheres brasileiras dirigindo faria o cinema explodir, destacando a importância da representatividade na indústria

Jane Fonda — Foto: Getty Images
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  • Jane Fonda, 88 anos, participou do Festival de Cannes, celebrou 20 anos como embaixadora da L’Oréal Paris e apresentou o Lights on Women Award.
  • Em entrevista à Marie Claire, ela destaca a importância de mulheres contarem suas próprias histórias no cinema e o papel do cinema independente.
  • A atriz observa a ascensão de novas atrizes que buscam dirigir, lembrando que no início de sua carreira havia poucas mulheres no set.
  • Comenta que o slogan “Porque você vale muito” ganhou novo significado com o feminismo e fala sobre envelhecimento de forma positiva.
  • Afirma que o cinema brasileiro é relevante, elogia diretores nacionais e defende que mais mulheres dirigindo poderiam “explodir” o cinema; também menciona o livro A Correspondente e a parceria de longa data com a L’Oréal.

Jane Fonda concedeu entrevista à Marie Claire durante o Festival de Cannes, onde celebrou 20 anos como embaixadora da L’Oréal Paris e lançou o Lights on Women Award, que premia diretoras emergentes. A atriz discutiu ativismo, etarismo e o poder político das mulheres no cinema, destacando a importância de narrativas lideradas por mulheres.

Ao longo do diálogo, Fonda reforçou a necessidade de que as próprias mulheres contem suas histórias na tela e reconheceu a dificuldade histórica de acesso de mulheres a funções de direção. Ela disse que, no início de carreira, havia pouca ou nenhuma mulher no set, o que tornava o ambiente solitário e desafiador.

Aos 88 anos, a artista compartilhou que rejeita papéis que não a desafiam e criticou a indústria obcecada por juventude. Em Cannes, apontou que escolhas que asseguram sono tranquilo vêm da atuação de forma autêntica e da parceria com pessoas que apoiam projetos com visão feminina.

Perspectiva sobre cinema independente e envelhecimento

Fonda destacou a importância do cinema independente e da preservação da arte cinematográfica frente a fusões corporativas e ao avanço da IA. Ela citou o papel de diretores como Chloé Zhao e Jane Campion como exemplos de abordagens profundas que não seriam replicadas por Hollywood tradicional.

A atriz comentou ainda a relação entre cinema e sociedade, observando que a diversidade de perspectivas enriquece a indústria. Questionada sobre o envelhecimento, afirmou sentir-se feliz com a idade e lembrou a valorização europeia do envelhecimento como um estilo de vida, influenciando sua autopercepção.

Cinema brasileiro e diversidade

Fonda elogiou o cinema brasileiro, citando nomes como Walter Salles, Fernando Meirelles, Kleber Mendonça Filho e Glauber Rocha. No entanto, destacou a necessidade de mais mulheres brasileiras na direção, afirmando que isso poderia impulsionar o cinema do país.

Sobre a própria carreira, a atriz ressaltou que continua a buscar papéis com profundidade, mencionando o livro A Correspondente como exemplo de personagem complexo capaz de renovar seu repertório. A parceria de vinte anos com a L’Oréal Paris também foi discutida, enfatizando a importância de abraçar a diversidade de aparências.

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