- Fjord ganhou a Palma de Ouro neste ano, tornando Cristian Mungiu o décimo diretor a vencer duas vezes o principal troféu de Cannes.
- O primeiro bicampeão foi Francis Ford Coppola, com A Conversação (1974) e Apocalypse Now (1979), dividindo a Palma com O Tambor.
- Outros bicampeões na história são Bille August, Emir Kusturica, Shohei Imamura e os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne.
- Michael Haneke, Ken Loach e Ruben Östlund também integram o grupo de diretores com duas Palmas de Ouro.
- A lista completa dos dez diretores bicampeões é Coppola, Bille August, Emir Kusturica, Shohei Imamura, Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne, Michael Haneke, Ken Loach, Ruben Östlund e Cristian Mungiu.
Cristian Mungiu entra para o grupo restrito dos cineastas bicampeões de Cannes ao vencer a Palma de Ouro com Fjord. A conquista o coloca como o décimo diretor a alcançar o feito na história do festival. Antes dele, apenas outros nove repetiram a vitória.
A premiação de Fjord eleva o status de Mungiu entre os grandes nomes do cinema. A lista de bicampeões mostra uma trajetória marcada por obras marcantes, debates sobre linguagem, estilo e impacto cultural. A seguir, os bicampeões que já venceram duas Palmas de Ouro.
Francis Ford Coppola
Francis Ford Coppola foi o pioneiro a conquistar duas vezes a Palma. Venceu em 1974 com A Conversação e, em 1979, com Apocalypse Now, dividindo o prêmio de O Tambor, de Volker Schlöndorff. O cineasta virou referência em Cannes.
Bille August
Bille August conquistou a Palma de Ouro por Pelle, o Conquistador (1987) e repetiu em 1992 com As Melhores Intenções, roteiro de Ingmar Bergman. O prêmio consolidou o destaque do realizador dinamarquês na mostra.
Emir Kusturica
Emir Kusturica venceu a primeira Palma aos 31 anos, com Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios, e retornou dez anos depois com Underground. O cineasta tornou-se uma das imagens emblemáticas da Croisette.
Shohei Imamura
Shohei Imamura levou a Palma em 1983 com A Balada de Narayama e repetiu em 1997 com A Enguia, dividindo o troféu com Gosto de Cereja, de Abbas Kiarostami. Sua filmografia é marcada por retratos da sociedade japonesa.
Jean-Pierre e Luc Dardenne
Jean-Pierre e Luc Dardenne somam duas Palmas com Rosetta (1999) e A Criança (2005). A dupla belga também acumula outros prêmios importantes em Cannes, destacando-se na recente tradição de cinema social.
Michael Haneke
Michael Haneke venceu a Palma de Ouro com A Fita Branca (2009) e Amor (2012). Sua trajetória é marcada por uma leitura crítica de estruturas familiares e sociedades contemporâneas, com impacto internacional.
Ken Loach
Ken Loach ganhou com Ventos da Liberdade (2006) e voltou com Eu, Daniel Blake (2016). O cineasta britânico é referência do cinema social e figura constante na competição oficial de Cannes.
Ruben Östlund
Ruben Östlund representa a geração atual. Venceu com The Square (2017) e repetiu em 2022 com Triângulo da Tristeza. Seu estilo combina humor ácido e sátira social, ganhando reconhecimento global.
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