- Animação goiana infantil “Zé Pano e o Sopro da Vida” foi finalizada no primeiro semestre de dois mil e vinte e seis e se prepara para apresentação à Secretaria de Estado da Cultura de Goiás e circulação em festivais nacionais e internacionais.
- A história acompanha Zé Pano, um boneco humilde que enfrenta pobreza e perda da mãe, crescendo na fábrica de roupas de Trapolândia, onde Ganâncio explorava trabalho infantil de bonecos.
- A obra aborda justiça, vínculos humanos e crítica à ganância e ao materialismo, usando uma narrativa sem diálogos para mostrar conflitos por meio de expressões, gestos e música.
- O projeto prioriza expressão corporal e leitura visual, com trilha sonora original que guia a compreensão dramática da história, já que não há falas.
- A produção ocorreu com recursos da Lei Paulo Gustavo, em Goiás, e marca um passo de amadurecimento do cinema goiano, visando finalização técnica, som, imagem, distribuição e circulação.
O longa infantil Zé Pano e o Sopro da Vida, produzido em Goiás, finalizou sua primeira fase de montagem neste semestre de 2026. A obra segue para apresentação à Secult Goiás antes de iniciar a circulação em festivais nacionais e internacionais. A produção aposta em uma narrativa sem diálogos para contar a história de Trapolândia, um mundo oculto dentro da gaveta de uma costureira.
Em Trapolândia, bonecos de pano, tecidos, botões e carretéis ganham vida e vivem conflitos que traduzem temas como convivência, diferença, solidariedade e ambição. O roteiro acompanha Zé Pano, um boneco que vence a pobreza de rua e descobre uma fábrica de roupas comandada por Ganâncio, magnata da moda.
Ganâncio explora o trabalho infantil de bonecos vulneráveis para manter seu império de luxo, revelando uma luta entre justiça e ganância. Amigos de Zé Pano, Goret e Palhoça, também aparecem como peças centrais da narrativa que discute vínculos humanos frente ao materialismo.
Novo cenário em Goiás
O processo de produção representa um marco para o cinema goiano, dada a complexidade de realizar um longa-metragem. A equipe enfatiza a necessidade de planejamento técnico, finalização, som, imagem, distribuição e circulação para a obra.
Iuri Araújo, diretor de animação, afirma que o universo visual nasceu lúdico, mas carrega uma leitura crítica sobre relações sociais contemporâneas. O elenco de criação aponta que a escolha pela ausência de falas exige especial cuidado com expressão corporal.
Guilherme Araújo, diretor de arte, ressalta que a animação dialoga com públicos de diferentes idades. Crianças entendem a parte lúdica, enquanto adultos identificam camadas adicionais de leitura visual e emocional, com referências ao cinema mudo e à poesia na imagem.
A trilha sonora original, coordenada pelo compositor André Luiz Machado, é parte essencial da narrativa. Sem diálogos, a música orienta a compreensão dramática, traduzindo intenção, emoção e movimento para o público.
A obra foi produzida com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Governo Federal, operacionalizados pelo Governo de Goiás via Secult. A equipe destaca que o projeto impulsiona o amadurecimento do setor audiovisual goiano, com maior profissionalismo e coordenação entre etapas de produção e distribuição.
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