- Série Mafalda da Netflix será coproduzida pela Mundoloco CGI, com Gastón Gorali como corroteirista e produtor executivo, e direção de Juan José Campanella.
- O objetivo é manter a fidelidade ao material original de Quino e traduzir a essência das tiras para o formato audiovisual, preservando o tom político.
- Gorali participa de painel no Rio2C, ao lado do diretor Daniel Rezende, para debater adaptações de quadrinhos latino‑americanos para o audiovisual.
- A série tem lançamento previsto para 2027 e deverá manter o teor político das tirinhas.
- A produtora destaca a atemporalidade de Mafalda e o potencial de conexão entre públicos distintos por meio das perguntas que a personagem levanta.
Gastón Gorali, produtor argentino, revelou ao Estadão detalhes sobre a série Mafalda em parceria entre Mundoloco CGI e Netflix. A produção marca a estreia da personagem questionadora no streaming global, mantendo o compromisso com a fidelidade ao material original de Quino.
O produtor está no Rio de Janeiro para o Rio2C, onde participa de um painel com Daniel Rezende para discutir adaptações de quadrinhos latino-americanos para o audiovisual. Gorali afirma que a trajetória da série envolve muita incubação, desenvolvimento e produção.
Dirigida e escrita por Juan José Campanella, Mafalda terá Gorali como corroteirista e produtor executivo. A proposta é combinar elementos do clássico com inovações tecnológicas, preservando a essência da personagem apesar do formato audiovisual.
O foco criativo atual é traduzir os pontos fortes da obra literária para a animação, sem transformar a tirinha em leitura literal. O time da Mundoloco trabalha com roteiristas, storyboard e animadores para manter fidelidade ao material original e ao mesmo tempo abrir espaço para novidades narrativas.
Sobre a série
A Mafalda foi criada em 1964 e ganhou projeção internacional ao longo das décadas, questionando políticas, economia e questões existenciais. A produção aponta que o teor político persiste, mantendo o espírito da personagem: fazer perguntas relevantes para provocar reflexão.
A produção afirma que a série não seguirá o caminho comum de terceirização de animação na América Latina, destacando o foco em projetos próprios desde a incubação até a entrega final. A equipe ressalta o investimento em desenvolvimento como diferencial estratégico.
Perspectivas e lançamento
A Netflix deve lançar Mafalda em 2027, conforme o cronograma atual. Gorali enfatiza que a força da personagem reside na atemporalidade e na capacidade de dialogar com diferentes públicos, mantendo relevância mesmo após décadas.
Gorali destaca que Mafalda conecta pessoas de várias idades e perfis, desde filósofos até donas de casa, pela honestidade e humanidade presentes na obra. A equipe espera que a nova série preserve esse núcleo humano, sem perder a curiosidade que move a criação de Quino.
A equipe de produção continua avaliando caminhos para a adaptação, com o objetivo de equilibrar fidelidade ao conteúdo original e inovação tecnológica. O projeto aposta no diálogo entre tradição e modernidade para alcançar um público global.
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