Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Almodóvar reflete sobre criação artística em filme ‘Natal Amargo’ pouco memorável

Almodóvar volta aos cinemas com Natal Amargo, filme-reflexo sobre arte, vida e crise criativa, mas nem sempre sustenta o peso dramático

Bárbara Lennie e Victoria Luengo em cena de 'Natal Amargo'
0:00
Carregando...
0:00
  • Pedro Almodóvar estreia Natal Amargo nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (28).
  • A trama acompanha Elsa, que enfrenta luto e ansiedade, e Raúl, cineasta em crise criativa, em uma narrativa que mistura realidade e ficção.
  • O filme funciona como um filme dentro do filme, refletindo o universo do próprio diretor.
  • A atriz Aitana Sánchez-Gijón dá vida a Mónica, personagem que levanta a reflexão sobre até onde a vida é matéria-prima para a arte.
  • A crítica aponta estética e atuação como pontos fortes, mas ressalta ritmo irregular e ausência de clímax marcante.

Pedro Almodóvar retorna aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira 28 com Natal Amargo, premiado em Cannes com nove minutos de aplausos. O filme chega às salas do país após passagem pelo festival.

A protagonista Elsa, interpretada por Bárbara Lennie, enfrenta luto pela mãe e crises de ansiedade. Raúl, vivido por Leonardo Sbaraglia, é um cineasta em crise que busca inspiração junto a pessoas próximas. A relação entre eles impulsiona a narrativa.

Mônica, interpretada por Aitana Sánchez-Gijón, tem papel central na discussão sobre uso da vida alheia como matéria para a arte. A trama joga com a fronteira entre realidade e ficção e aponta para autocrítica do diretor.

Metalinguagem e estética

A obra enfatiza a relação entre cinema e vida, com camadas narrativas que se confundem. Cores vivas, trabalho de iluminação e composição visual são constantes, reforçando o estilo característico de Almodóvar.

O filme também aborda saúde mental e luto, trazendo momentos de intensidade emocional. A canção de Chavela Vargas aparece como elemento sonoro, mas sua inserção nem sempre mantém o ritmo desejado.

Desempenho e ritmo

As atuações são um dos pontos altos, com Elsa e Mônica ganhando profundidade gradual. Ainda assim, há trechos que parecem forçados ou menos eficazes, o que compromete o conjunto em alguns instantes.

No conjunto, Natal Amargo é um exercício autoral sobre si mesmo e sobre a relação entre artistas e suas fontes de inspiração. A obra não se impõe como marca forte na filmografia de Almodóvar, mas indica uma leitura cuidadosa de temas como memória e criação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais