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Backrooms tem potencial subexplorado, mas a imersão do filme compensa

Crítica aponta imersão cativante, mas o filme não aproveita plenamente o potencial das salas amarelas da lenda urbana

Backrooms tem potencial perdido, mas imersão vale o filme
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  • Backrooms: Um Não-Lugar é o filme de terror da A24 dirigido por Kane Pearsons, com Will Soodik como roteirista, inspirado na creepypasta Backrooms.
  • Mary, interpretada por Renate Reinsve, é a personagem cuja narrativa é considerada a mais interessante, enquanto Clark atua como guia pelos ambientes, cuja imprevisibilidade se estende para além das salas.
  • O longa oferece muitas possibilidades de cenários, mas nem todas são exploradas com a devida ousadia, deixando boas ideias em segundo plano.
  • A fotografia é segura, com momentos notáveis, mas a direção não chega a explorar todo o potencial visual e sonoro da lenda urbana.
  • O filme é visto como uma introdução ao universo das backrooms: funciona no cinema e pode ter sequência, mesmo que poderia ter surpreendido mais o público.

O filme Backrooms: Um Não-Lugar, produzido pela A24, chega como adaptação da creepypasta sobre as salas amarelas. O roteiro fica a cargo de Will Soodik, que tem pela frente a tarefa de traduzir o universo em terror cinematográfico. A direção fica por conta de Kane Pearsons, que também é apresentado como grande entusiasta do tema.

Pearsons, 20 anos, ganhou destaque ao produzir um curta durante a pandemia. O projeto foi criado com Blender e After Effects e já soma 216 milhões de visualizações no YouTube, segundo o Minha Série. O trabalho inicial ajudou a ampliar a visão sobre o conceito das backrooms para o cinema.

Mary é interpretada por Renate Reinsve, enquanto Clark, o guia da narrativa, fica a cargo de Chiwetel Ejiofor. A premissa gira em torno da exploração de espaços imprevisíveis das salas amarelas, com o público mantendo a curiosidade sobre o que pode surgir a qualquer momento.

Premissa e atuação

A construção dos personagens Mary e Clark sustenta a imersão do espectador. A narrativa faz paralelos entre o que acontece nas salas e o que ocorre fora delas, mantendo o suspense ao longo da trama. Mary aparece como o motor da curiosidade, enquanto Clark funciona como fio condutor da história.

A ambientação busca traduzir a sensação de um escape room aterrorizante. A produção utiliza recursos de som e imagem para criar atmosfera de ambiguidade e inquietação, mantendo o foco no desconhecido que cerca as backrooms.

Direção e aspectos técnicos

A fotografia é descrita como segura, com planos que privilegiam a continuidade da ambientação. Ainda assim, há avaliações de que a direção poderia ter adotado maior ousadia na cinematografia para explorar o potencial visual do universo. A proposta foca em manter a estética de sala amarela sem abandonar a narrativa.

Apesar dos recursos disponíveis, a produção não explora em sua plenitude as possibilidades de quebra de tom associadas ao conceito. O filme funciona como uma introdução a um universo com muito potencial, com perspectiva de sequência já mencionada em briefings.

Conclusões de visão crítica

Backrooms: Um Não-Lugar é apresentado como uma experiência cinematográfica que paga pela curiosidade do público, mantendo a proposta de imersão. Mesmo com limitações, o filme oferece uma passagem para o universo das backrooms, convidando o espectador a descobrir o que vem pela frente nas salas amarelas.

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