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Filme indígena premiado aborda gruta sagrada retratada no Brasil e no exterior

Documentário 'Replikka' une tecnologia e tradição ao tema da gruta Kamukuwaká; prêmio em Toronto e Guadalajara fortalece a corrida ao Oscar

Capa do documentário Replikka; Indígena participa de ritual sagrado do povo wauja durante cerimônia de inauguração da réplica da gruta de Kamukuwaká, no Parque do Xingu, em Mato Grosso, em outubro de 2024
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  • Replikka é um documentário que mostra a gruta sagrada Kamukuwaká, berço da etnia wauja, misturando tecnologia e ancestralidade, com foco em perda e renascimento.
  • Será exibido pela primeira vez em São Paulo, na 15ª Mostra Ecofalante de Cinema, entre 28 de maio e 10 de junho, na disputa de melhor curta na categoria Territórios e Memória.
  • O filme venceu o Hot Docs, em Toronto, como melhor curta-metragem documental internacional, abrindo caminho para a indicação ao Oscar.
  • Também conquistou o prêmio de melhor curta ibero-americano no Guadalajara International Film Festival, no México, em abril.
  • A produção envolve a réplica da gruta Kamukuwaká, criada com apoio de People’s Palace Projects e Factum Foundation, com depoimentos de lideranças wauja e imagens que integram o contexto do Parque Indígena do Xingu.

A obra Replikka, um documentário sobre a gruta sagrada Kamukuwaká, une tecnologia de ponta a saberes indígenas. O filme aborda a história, a perda e o renascimento do espaço cerimonial do povo wauja, no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso.

Dirigido pela produtora Heloísa Passos e pelo comunicador Piratá Wauja, o curta estreia na 15ª Mostra Ecofalante de Cinema, em São Paulo, com sessão prevista entre 28 de maio e 10 de junho. A obra compete na categoria Territórios e Memória.

Premiações e reconhecimentos internacionais

Em 2 de maio, Replikka ganhou o prêmio de melhor curta documental internacional no Hot Docs, em Toronto, abrindo caminho para a candidatura ao Oscar. Antes, o filme foi distinguido como melhor curta ibero-americano no Guadalajara International Film Festival, no México.

Contribuições e contexto histórico

A narrativa releva o vandalismo de 2018 na gruta Kamukuwaká, destruindo petróglifos milenares em meio a conflitos entre indígenas e fazendeiros. A área ficou fora dos limites na demarcação do Xingu, em 1961, favorecendo o avanço de estruturas do agronegócio.

Processos de preservação e parceria

Em 2016, o Iphan tombou a gruta pela importância das gravuras rupestres, que registram atividades tradicionais como pesca, convívio familiar e caça. A réplica da gruta foi criada com apoio do People’s Palace Projects, de Londres, em parceria com a Factum Foundation, da Espanha.

Verdadeira dimensão do projeto

A réplica, produzida em Madri com materiais como isopor e resina, mede oito por quatro metros e ficou exposta na aldeia Ulupewene, no Centro Cultural e de Monitoramento Territorial. A cerimônia de inauguração ocorreu em outubro de 2024, com participação de lideranças espirituais wauja.

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