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Roteirista de La Casa de Papel critica remuneração no setor no Brasil

Rio2C discute remuneração de roteiristas no Brasil; 85,1% nunca recebem remuneração posterior pela exibição de suas obras

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  • Painel no Rio2C com Javier Gómez Santander trata da remuneração de roteiristas no Brasil; dados da Gedar apontam que 85,1% nunca receberam remuneração posterior pela exibição de suas obras.
  • Apenas 27,5% dos roteiristas vivem exclusivamente de roteirismo.
  • Santander afirma que, no audiovisual brasileiro, obras são vistas por milhões, mas não geram pagamentos adicionais aos autores, o que ele classifica como injustiça histórica.
  • André Mielnik, presidente da Gedar Brasil, defende modelo de monetização por visualizações, similar ao que o YouTube paga a influenciadores, destacando a importância de mecanismos de remuneração para transformar vidas.
  • Roteiristas internacionais Noémie Saglio e Cauê Laratta destacam a diferença entre remuneração no Brasil e no exterior, ressaltando a necessidade de mecanismos de apoio ao longo de projetos de longa duração.

O roteirista Javier Gómez Santander, conhecido por La Casa de Papel, integrou um painel no Rio2C nesta quarta-feira em Rio de Janeiro para discutir a remuneração de autores no Brasil. O tema central foi a ausência de remuneração posterior pela exibição de obras nacionais.

Segundo dados da Gedar, 85,1% dos roteiristas nunca recebem pagamento adicional pela exibição de seus trabalhos, e apenas 27,5% vivem exclusivamente de roteirismo. A fala de Santander apontou a gravidade do problema no mercado brasileiro.

André Mielnik, presidente da Gedar Brasil, defendeu um modelo de pagamento por monetização de visualizações, inspirado no YouTube. A ideia visa transformar a vida de criadores, principalmente em um país com forte presença de influenciadores digitais.

O painel também contou com Noémie Saglio, roteirista francesa, e Cauê Laratta, autor de Pico da Neblina. A mediação ficou a cargo de Luisa Luna, da Cisac, que destacou a diferença entre remuneração internacional e brasileira.

Cauê destacou que muitos roteiristas suportam longos períodos sem renda, sem um mecanismo de compensação por obras exibidas. Saglio reforçou a importância do copyright para sustentar projetos de longa duração.

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