- Filme Backrooms: Um Não-Lugar (2026), da A24, é dirigido por Kane Parsons aos 20 anos, tornando-o o diretor mais jovem do estúdio.
- A história acompanha Clark, vendedor de móveis, que descobre um labirinto no porão da loja, com salas que parecem não ter saída, acompanhado pela terapeuta Dra. Mary Kline.
- O filme entrega terror claustrofóbico através de corredores amplos, cenários claros e estética found footage, ampliando a sensação de desconforto.
- Renate Reinsve e Chiwetel Ejiofor protagonizam e entregam atuações consistentes, em meio a uma narrativa que mescla traumas emocionais com a lenda das backrooms.
- O conjunto é atmosférico e com traços de surrealismo, mas o desfecho acaba sendo o ponto fraco ao tentar racionalizar a experiência.
Backrooms: Um Não-Lugar, novo filme da A24, chega ao cinema com uma abordagem de horror claustrofóbico. O enredo acompanha Clark, vendedor de móveis interpretado por Chiwetel Ejiofor, que vive um divórcio conturbado e busca sentido na rotina. Ao explorar o porão da loja, ele encontra um labirinto de salas sem saída, que alimenta o desconforto gradual da narrativa.
A produção envolve Renate Reinsve, no papel da terapeuta Dra. Mary Kline, que tenta orientar o protagonista frente a uma experiência cada vez mais perturbadora. O filme marca a primeira direção de Kane Parsons, aos 20 anos, tornando-o o diretor mais jovem do estúdio. A trilha e a fotografia reforçam a atmosfera de tensão ao longo da projeção.
Origens e produção
O projeto emerge de uma lenda digital sobre as backrooms, espaço sempre em conflito entre visível e desconhecido. A história ganhou força após o sucesso de vídeos amadores que simulavam found footage, influenciando a estética do longa. Parsons utiliza o recurso para intensificar o efeito de imprevisibilidade na narrativa.
Recepção e aspectos técnicos
O filme aposta em planos abertos com cenários claros e, ao mesmo tempo, perturbadores. A estética found footage é preservada, com câmera em movimento e imagem com leve granulação, contribuindo para a sensação de vulnerabilidade do espectador. A dupla de protagonistas entrega atuações sólidas dentro do gênero.
Implicações temáticas
A obra trabalha traumas pessoais e a sensação de vazio emocional, conectando essas camadas ao ambiente labiríntico. Apesar de um desfecho que pode soar menos forte, a produção mantém personalidade, criando momentos de desconforto genuíno e uma experiência cinematográfica marcante para fãs de terror psicológico.
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