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Comédia Beijo 2348/72, com Fernanda Torres, continua em cartaz

Nova cópia de Beijo 2348/72 será exibida na Cinemateca, destacando a comédia inventiva e as atuações de Fernanda Torres, Maitê Proença e Chiquinho Brandão

Fernanda Torres e Maitê Proença em cena do filme 'Beijo 2348/72', de Walter Rogério
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  • Filme Beijo 2348/72, de 1990, ganha exibição especial nesta sexta-feira na Cinemateca Brasileira, dentro do Programa Revisão Crítica do Cinema Brasileiro.
  • A história ocorre numa grande fábrica de São Paulo, com operários dentro e a cidade fora; Norival, Valdete e Catarina são os protagonistas.
  • Norival é demitido por justa causa após ser acusado de ter beijado Catarina durante o expediente; o beijo, a demissão e o processo movem a trama.
  • O elenco inclui Fernanda Torres, Maitê Proença e o comediante Chiquinho Brandão, que tem atuação central; Brandão faleceu em 1991.
  • A produção alterna comédia burlesca e slapstick, sob direção de Walter Rogério, com fotografia que remete ao humor das comédias de Jerry Lewis.

A Cinemateca Brasileira fará uma exibição especial de Beijo 2348/72, um longa de 1990. A cópia remasterizada será apresentada nesta sexta-feira, dentro do Programa Revisão Crítica do Cinema Brasileiro. A sessão promete revisitar uma comédia que se passa em uma fábrica de São Paulo.

O filme acompanha Norival, vivido por Chiquinho Brandão, e seu relacionamento com Valdete, interpretada por Fernanda Torres, enquanto ele se envolve com a casada Catarina, de Maitê Proença. A trama envolve demissão por justa causa após um beijo durante o expediente. O enredo mergulha no ambiente industrial e no cotidiano da capital.

A produção é valorizada pela direção de Walter Rogério, pela atuação de Brandão, que faleia o tempo todo, e pela composição cômica de Torres. Maitê Proença também se destaca em momentos-chave, em especial em uma paródia de Buñuel. O elenco é apontado como um de seus principais pontos fortes.

Detalhes da exibição

A nova cópia permite ao público contemporâneo apreciar a linguagem cômica, que transita entre burlesca, slapstick e nuances de comédia romântica. A crítica ressalta a direção de arte de Beto Mainieri e a fotografia que remete às comédias americanas de época.

Sobre o contexto e a recepção

A obra é marcada pela presença do humorafiado de Brandão, falecido em 1991, cuja atuação é vista como essencial para a construção das ideias do cineasta. O filme permanece relevante como registro de um São Paulo industrial e de uma produção nacional que mescla recursos de humor com críticas sociais sutis.

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