- Isabel Teixeira disse ter estudado Félix, de Amor à Vida, para compor Pilar, vilã de Quem Ama Cuida.
- Embora buscando inspiração, a atriz afirma que Pilar tem caminho próprio, com traços do universo de Walcyr Carrasco, como acidez e maldade.
- Ela, de 52 anos, estreia como antagonista em novela das nove e afirma que a construção precisa ser mais naturalista.
- A atriz comenta diferenças entre horários: vilãs das seis são mais leves; nas nove, a densidade emocional é maior.
- Segundo ela, o público influencia a construção da personagem, tornando a novela uma obra aberta que pode ganhar contornos conforme a reação dos espectadores.
Isabel Teixeira revelou que se inspirou em Félix, personagem de Amor à Vida, para construir a vilã Pilar em Quem Ama Cuida, nova novela das nove da TV Globo escrita por Walcyr Carrasco, em parceria com Claudia Souto. A atriz demonstra que a construção da antagonista exigiu estudo do repertório do libretista.
A intérprete afirma ter revisitado o papel de Félix para entender a marca de Walcyr Carrasco — personagens intensos, irônicos e ambíguos. Mesmo assim, garante que Pilar terá traços próprios, mantendo uma acidez marcante sem reproduzir literalmente o vilão anterior.
Inspiração versus construção própria
Segundo Isabel, Pilar segue um caminho diferente, mas mantém influências do estilo de Walcyr Carrasco. Ela descreve a vilã como humana, porém tão incomum que pode parecer inacreditável. A atriz, aos 52 anos, vivencia pela primeira vez uma antagonista em horário nobre.
Para a atriz, o formato da novela influencia o perfil da vilã. Em seis, sete e nove, há distintas expectativas do público sobre a dramaturgia. Ela ressalta que vilãs das nove costumam exigir construção emocional mais profunda.
Diferenças entre horários
Isabel relembra ainda Violeta Castillo, sua vilã em Volta por Cima, destacando o humor e o dinamismo das vilãs da faixa das sete. Já em obras das nove, a naturalidade emocional é mais presente na dramaturgia. Ela reforça ter estudado bastante o papel.
A atriz aponta que a relação entre público e história é parte essencial do processo. Pilar deve ser moldada pela reação dos fãs ao longo da exibição, em uma produção descrita pela artista como uma obra aberta.
Convergência com o público
Isabel comenta que a experiência de acompanhar uma novela continua unindo o público, mesmo em tempos de polarização. Ela afirma que haverá espaço para discussões entre os fãs, como parte natural do acompanhamento da trama.
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