- Steven Spielberg, em entrevista ao podcast IMO, fala sobre usos da inteligência artificial na produção de filmes.
- O diretor ressalta que a IA pode ajudar em áreas como solução de problemas médicos e educação.
- Porém, ele é contundente sobre usos criativos, dizendo que não aceita IA ocupando o papel de escritor ou substituindo a alma da obra.
- Ele afirma que a IA pode ajudar a localizar locações e facilitar o trabalho, desde que seja apenas uma ferramenta entre outras.
- O filme dele lançado recentemente é “Dia D”, com estreia marcada para 11 de junho; o tema da IA é comparado a debates atuais em Hollywood.
Steven Spielberg comenta uso de IA na produção de filmes e ressalta limites criados para o próprio trabalho. Em entrevista ao podcast IMO, o cineasta falou sobre o papel da inteligência artificial na indústria, destacando possíveis aplicações úteis e riscos criativos.
O diretor de 79 anos lançou o seu novo longa de ficção científica, Dia D, cuja estreia está marcada para 11 de junho. O tema de IA aparece no contexto da divulgação do filme, que ele descreve como parte de uma visão ampla sobre tecnologia e storytelling.
Segundo Spielberg, a IA pode ajudar em áreas como medicina e educação, mas ele é crítico quando a ferramenta assume o papel de escritor ou roteirista. Ele defende que não há substituto para a alma humana na criação cinematográfica.
O cineasta afirma que a IA deve ser usada como apoio, por exemplo para localizar locações ou auxiliar tarefas técnicas, desde que não substitua o cérebro criativo humano. Ele ressalta a importância de manter o escritor como protagonista do processo.
Ele reforça que não aceita que a IA tenha protagonismo criativo na construção de personagens, cenários ou diálogos, defendendo que a ferramenta seja apenas mais um recurso no arsenal de produção. O crítico aponta que a decisão criativa continua cabendo aos humanos.
Posição sobre IA na indústria
A fala de Spielberg se alinha a outras vozes de Hollywood, que também questionam o uso da IA na criação artística. Em Cannes, Demi Moore declarou que a IA não poderá substituir a verdadeira arte, destacando um debate em torno da autoria.
A discussão pública sobre IA na produção ganhou tração após projetos de Spielberg ligados a tecnologia. O elenco do filme A I – Inteligência Artificial, dirigido pelo cineasta, é citado como marco histórico na relação entre humano e máquina na tela.
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