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Backrooms: a ‘carbonara’ do cinema de creepypasta

Backrooms expande o conceito de horror minimalista, fundindo Kubrick, Blair Witch e estética de Minecraft para explorar paranoia existencial

Chiwetel Ejiofor in 'Backrooms.'
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  • Kane Parsons, um adolescente da Bay Area, começou a postar curtas no YouTube sobre The Backrooms, transformando uma ideia de thread do 4chan em sensação de horror viral.
  • Os vídeos são apresentados principalmente em formato de found footage e giram em torno de uma mitologia sobre o Async Research Institute.
  • Parsons chamou a atenção de produtores e diretores como James Wan e Osgood Perkins, além de pessoas da A24.
  • Seu longa de estreia, Backrooms, amplia a premissa dos curtas, combinando elementos kubrickianos com o estilo de câmara do Blair Witch Project.
  • O conceito segue explorando uma estética minimalista de espaços liminais e corredores infinitos, mantendo uma lógica de pesadelo perturbadora.

O filme Backrooms, de estreia de Kane Parsons, surge a partir de curtas postados em um canal do Bay Area no YouTube. The Backrooms transformou uma thread do 4chan em sensação de terror online, apresentando uma mitologia envolvendo o Async Research Institute.

As cenas costumam parecer arquivos de found footage, com narrativa elíptica e imagens de um espaço vazio, corredores intermináveis e iluminação quasi alucinógena. A estética mistura referências de Kubrick com o estilo videocam de Blair Witch Project.

Parsons ganhou atenção de produtores de peso e nomes do cinema de horror, incluindo executivos que acompanham o movimento de plataformas independentes. A expectativa é que o longa amplie o alcance da franquia de curto formato para o cinema de grande público.

O conceito central envolve uma ilha de espaços liminares, onde objetos emergem das paredes e do chão. A ambientação é descrita como mono-amarela, com itens como cadeiras, sapatos e manequins aparentando ter ficado presos entre planos.

A narrativa sustenta uma lógica de pesadelo existencial, mantendo o foco na sugestão mais do que na explicação direta. A história deriva de uma comunidade online que alimenta curiosidade sobre o que acontece nesses cenários vazios.

A recepção inicial elogia a nova leitura do material original, que pode ser interpretada como uma evolução do horror minimalista. A obra é apontada como uma variação que extrai o máximo de uma ideia simples, movendo-a para um patamar mais amplo.

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