- O documentário Nem Tudo é Paz e Amor, dirigido por Betão Aguiar, traz relatos de Moreno Veloso, Nara Gil, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção.
- A obra revisita memórias e traumas da infância no Brasil dos anos 1970, contexto de contracultura, ditadura militar e referências como Tropicália e Novos Baianos.
- Betão é filho de Marília Aguiar e de Paulinho Boca de Cantor; o filme aborda as experiências familiares e as relações com o período de efervescência artística.
- O longa teve financiamento da Agência Nacional do Cinema (Ancine) via Fundo Setorial do Audiovisual e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE); Jasmin Pinho é a idealizadora do projeto, com Betão na produção executiva ao lado de Minom Pinho.
- O documentário integra a Mostra Brasil da edição de 2026 do festival In-Edit Brasil, que acontece de 17 a 28 de junho em São Paulo, com lançamento comercial pela Pandora Filmes no segundo semestre.
Nem Tudo é Paz e Amor é o novo documentário de Betão Aguiar que reúne relatos de filhos da contracultura brasileira. O filme mergulha em memórias, dinâmicas familiares e na herança cultural dos anos 1970, trazendo nomes como Moreno Veloso, Nara Gil, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção. A produção acompanha episódios marcantes da época, incluindo traumas e as buscas por liberdade.
O longa é dirigido por Betão Aguiar, filho da escritora Marília Aguiar e de Paulinho Boca de Cantor, figura central dos Novos Baianos. A proposta é revisitar a infância do cineasta e de participantes, sob o prisma da Psicodelia, da resistência cultural e das rupturas da época.
A ideia original partiu de Jasmin Pinho, amiga de adolescência de Betão, falecida em 2020. O filme tem produção executiva de Betão e Minom Pinho, em parceria entre Casa Redonda e Zapipa Produções. O projeto foi viabilizado com recursos da Ancine via FSA e BRDE.
Sobre o documentário
O documentário utiliza depoimentos para desconstruir o mito da contracultura, mostrando o impacto da ditadura militar na formação de jovens artistas. O enredo explora a relação entre a música, a política e as escolhas pessoais em meio a uma época de experimentação.
Betão Aguiar descreve o filme como uma conversa aberta que aborda tanto a alegria quanto os vazios que acompanharam aquele período. A produção pretende oferecer uma visão íntima das famílias ligadas ao movimento, sem abandonar o contexto histórico.
Exibição e distribuição
O filme faz parte da Mostra Brasil da edição 2026 do festival In-Edit Brasil, que ocorre entre 17 e 28 de junho em São Paulo. A circulação em circuito comercial está prevista para o segundo semestre, com distribuição exclusiva da Pandora Filmes. A produção pretende ampliar o alcance do público para além da mostra festival.
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