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Novelas verticais: público prefere vídeos curtos ou histórias longas?

Produções verticais de um a três minutos atraem bilhões no mundo; no Brasil, milhões de visualizações mostram o formato ganhando espaço entre celular e TV

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  • Séries verticais têm episódios de 1 a 3 minutos criados para celular e já registram alto volume de visualizações, impulsionando o mercado audiovisual global.
  • O formato foi tema do Rio2C, evento de criatividade na América Latina, com debate sobre convivência entre telas e formatos curtos.
  • Pesquisa Ipsos aponta que 6 em cada 10 brasileiros navegam pelo celular enquanto acompanham TV ou streaming.
  • Brasil entrou de vez na onda dos microdramas em 2025, com startups nacionais destacando o sucesso do formato vertical e números expressivos de visualizações.
  • Especialistas destacam que storytelling é chave para prender o público,, afirmando que cinema, televisão e verticais convivem sem disputas de espaço.

O formato de novelas verticais, com episódios de 1 a 3 minutos, ganhou destaque no Rio2C, evento de criatividade da América Latina. As produções, feitas para celular, estão movimentando o mercado audiovisual global.

Uma pesquisa da Ipsos aponta que 6 em cada 10 brasileiros usam o celular enquanto assistem TV ou streaming, indicando telas complementares e não concorrentes. O modelo vertical encontrou espaço no cotidiano.

Brasil entra na onda dos microdramas

As séries curtas atingiram o Brasil com força em 2025. Katharine Albuquerque, cofundadora da Bewings Entertainment, afirmou que em três dias houve 100 milhões de visualizações, sinal de forte adesão do público.

Para a executiva, o vertical representa uma nova forma de consumir dramaturgia, destacando a capacidade local de criar conteúdos de qualidade. O formato é visto como grande oportunidade econômica.

O desempenho global mostra o potencial: na China, o faturamento de séries verticais superou a bilheteria de cinemas, indicando escala econômica expressiva para o mercado.

Storytelling como chave do formato

Camila Guerreiro, produtora de microdramas, aponta o storytelling como elemento central para manter o público engajado em episódios curtos. O desafio é manter o ritmo mesmo com notificações constantes.

Os especialistas ressaltam que as novelas verticais não substituem produções tradicionais. Cinema e televisão mantêm seus espaços, com cada formato atendendo a diferentes experiências.

Pedro Ivo, roteirista, lembra que filmes clássicos, séries longas e jogos continuam existindo. O mercado se adapta, mas há limites para o tamanho das obras.

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