- Cate Blanchett contou que o diretor Alejandro González Iñárritu chamou a atuação dela de “uma porcaria” durante as gravações de Babel (2006), em uma cena com Brad Pitt.
- Ela disse que esse comentário a tirou do centro emocional no momento em que o filme estava sendo feito.
- A atriz refletiu sobre como críticas podem ser duras, mas ressaltou a importância de espaços de respeito no set, mantendo o rigor com alegria.
- Blanchett também comentou que, ao envelhecer, a gama de possibilidades físicas fica mais rígida, citando que antes conseguia sapatear e hoje não consegue.
- Ela afirmou que o desempenho continua exigindo disciplina, apesar da maturidade física e das mudanças que acompanham a idade.
Cate Blanchett relembra episódio em que um diretor criticou a atuação durante as filmagens de Babel (2006). O relato envolve Brad Pitt, escolhido para atuar ao lado da atriz, em um drama psicológico dirigido por Alejandro González Iñárritu. O episódio foi citado por Blanchett em um encontro no Bunuel Theatre, durante o Festival de Cinema de Cannes na última semana.
Segundo a atriz, o diretor chegou a vê a cena gravada, fez críticas diretas e disse que a tomada não funcionaria para o filme. Ela afirmou que o comentário foi perturbador na hora, mas ressaltou a importância de manter um ambiente de trabalho que seja, ao mesmo tempo, rigoroso e respeitoso.
Blanchett destacou ainda que a experiência ajuda a refletir sobre a forma como se fala com as pessoas nos sets. Ela mencionou que, apesar de uma liderança firme poder parecer desafiadora, é possível combinar cobrança com espaço de respeito para a produção seguir em frente.
A artista australiana, de 57 anos, comentou também como a idade influencia a performance. Ela explicou que, com o tempo, a gama de possibilidades físicas fica mais rígida, o que afeta a atuação. Blanchett citou exemplos como a dificuldade de sapatear, algo que fazia antes com facilidade.
Iñárritu, vencedor de Oscar, é apontado como parte do contexto em que a cena foi questionada. Blanchett não descreveu ações específicas do diretor além da crítica à tomada, mas enfatizou que momentos assim podem exigir ajustes para manter a qualidade do filme.
A história foi compartilhada apenas como uma reflexão sobre prática profissional no cinema. Blanchett acrescentou que atuar com Pitt em Babel envolveu uma relação de trabalho que exige entrega e, simultaneamente, respeito entre equipes.
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