- O documentário Copan, da cineasta estreante Carine Wallauer, estreou nos cinemas e tinha sido premiado no festival É Tudo Verdade.
- O Edifício Copan é apresentado como símbolo de São Paulo, com mais de cinco mil moradores, 1.160 unidades em 32 andares e mais de setenta estabelecimentos comerciais.
- O filme mostra personagens variados em cenas rápidas, privilegiando a observação e a estética visual, incluindo tomadas com drone, sem aprofundar suas histórias.
- Não há contextualização histórica do prédio, nem menção ao arquiteto Oscar Niemeyer, o que deixa de lado o passado e a relevância do Copan.
- Em uma assembleia virtual, surge tensão com o síndico Affonso Celso Prazeres, e há referências à polarização política de 2022, sem desenvolvimento narrativo suficiente.
O documentário Copan, dirigido pela cineasta estreante Carine Wallauer, chega aos cinemas após prêmio no festival É Tudo Verdade. O filme observa o Edifício Copan, o prédio mais famoso de São Paulo, e seus moradores em cena menos narrada do que se espera.
Wallauer viveu no Copan por sete anos e teve acesso aos bastidores, aos moradores e aos frequentadores do complexo. A proposta é visual e observacional, com cenas que chegam a flanar sobre as centenas de atividades que ocorrem no local.
O que acontece no filme fica claro nas imagens: moradores, trabalhadores e visitantes surgem em momentos isolados, sem desenvoltura de uma trajetória clara. A diretora prioriza a estética, usando drones para capturar a dimensão do conjunto.
Contexto do Copan
Inaugurado em 1966, o Copan foi idealizado por Oscar Niemeyer e permanece como marco da arquitetura moderna na Avenida Ipiranga. O filme não aborda de forma explícita a história do prédio nem o legado de Niemeyer.
Narrativas e momentos-chave
O documentário reserva espaço para trechos da assembleia geral realizada de forma virtual, onde o síndico Affonso Celso Prazeres, que comandou o prédio por mais de 30 anos, é lembrado. A tensão entre moradores aparece, mas sem aprofundamento suficiente.
Apesar de capturas notáveis, o filme oscila entre o registro de cenas do cotidiano e uma tentativa de abordar temas políticos. As discussões em torno das eleições de 2022 aparecem de modo discreto.
Ao final, Copan não entrega uma leitura completa do edifício nem de seus habitantes. A proposta visual, embora admirável, deixa a desejar em termos narrativos e de imersão nos personagens.
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