- O filme Backrooms: Um Não-Lugar, dirigido por Kane Parsons, é inspirado em uma imagem viral de uma sala amarela sem janelas, publicada no 4chan, que deu origem à lenda urbana Backrooms.
- A produção é da A24 e chegou aos cinemas, com Parsons aos 20 anos na direção, destacando a estreia de um talento jovem e promissor.
- A trama acompanha o varejista Clark, interpretado por Chiwetel Ejiofor, que desaparece ao encontrar a porta para o mundo invertido, enquanto a psicóloga Mary, interpretada por Renate Reinsve, tenta encontrá-lo.
- Em meio a cenários claustrofóbicos, o filme explora espaços que trazem memórias reprimidas e referências psicanalíticas, mitologia grega e elementos digitais, como deformações da mente por inteligência artificial.
- A obra bebe influências de videogames, especialmente da franquia Portal, e é apontada como potencial franquia de terror, com a diretora perspetiva de se destacar pelas abordagens inovadoras.
O filme Backrooms: Um Não-Lugar surge como um projeto de suspense inspirado em uma imagem que viralizou na internet. Dirigido por Kane Parsons, jovem cineasta de 20 anos, o longa estreou nos cinemas em 2026. A produção nasceu a partir de uma foto publicada no 4chan que mostrava um cômodo amarelo, sem janelas, com carpete bege e iluminação fluorescente, interpretada por muitos como a porta de uma dimensão labiríntica.
Parsons, que na época tinha 16 anos, criou curtas-metragens no YouTube ambientados nesse universo. O talento chamou a atenção da produtora A24, que convidou o jovem a dirigir o longa. O registro que inspirou o filme veio de uma reforma ocorrida em 2002, em uma loja de móveis, mas a ideia criativa ganhou vida no cinema.
No enredo, o varejista Clark, interpretado por Chiwetel Ejiofor, descobre a passagem para esse mundo invertido e some, levando a psicóloga Mary, interpretada por Renate Reinsve, a buscá-lo. O cenário diverge entre claustrofobia e salas que evocam memórias reprimidas, colocando a dupla em situação de impasse.
Lançamento e referências
O filme aposta em uma narrativa que mistura psicanálise, mitologia e elementos digitais, com referências a videogames. A história dialoga com a estética de jogos como Portal, que incentivam o espectador a interpretar diferentes desfechos. Parsons afirma que a internet é seu ambiente de criação e que ainda caminha em direção a Hollywood, buscando consolidar uma nova franquia de terror.
A direção demonstra traquejo visual e peso dramático, contribuindo para uma proposta que pode se destacar no circuito de cinema de gênero. Com uma abordagem de terror psicológico e cenários que exploram o vazio, Backrooms: Um Não-Lugar desperta curiosidade por uma possível expansão em futuras produções, sem abandonar o tom de ficção contida na imagem original.
Publicado em VEJA, edição de 29 de maio de 2026, referência ao material original.
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