- Clark, vendedor de móveis, descobre um portal no porão que dá acesso ao Complexo e passa a preferir o lugar ao mundo lá fora.
- A Dra. Mary Kline, terapeuta de Clark, investiga o Complexo após o desaparecimento dele e também acaba entrando no labirinto.
- O filme revela que o Complexo cria cópias das pessoas que entram; as duplicatas ficam presas e não sentem dor, podendo ser “comestíveis”.
- Na conclusão, Clark tenta libertar Mary desde que ela aceite ficar; a cópia monstruosa de Clark a ataca, levando Mary a escapar com um cimento que traz impressões de sua mão e da mãe. Ela chega a um laboratório da Async, onde o representante Phil tenta explicar a descoberta do Complexo.
- O encerramento é ambíguo: Mary pergunta se pode ir embora, mas não há resposta direta; a cena final mostra versões do Complexo com uma Mary possivelmente dubla, abrindo duas leituras — fuga real ou prisão da cópia — e há espaço para continuação.
O longa Backrooms: Um Não-Lugar, da A24, chegou aos cinemas brasileiros em maio. O filme mergulha em um horror existencial, apresentando um labirinto sem fim conhecido como Complexo e mergulhando nas angústias dos personagens. O desfecho, marcado por ambiguidades, tem gerado debates entre o público.
Clark, um vendedor de móveis interpretado por Chiwetel Ejiofor, descobre um portal no porão de sua loja que leva ao Complexo. Sua terapeuta, Dra. Mary Kline, interpretada por Renate Reinsve, acompanha esse mergulho ao longo da história, que também envolve segredos da organização Async. A narrativa explora o peso de traumas pessoais refletidos no ambiente claustrofóbico.
O que acontece no final revela uma escolha de libertação com custo alto. Clark tenta libertar Mary, mas sua cópia monstruosa o ataca, levando Clark à morte. Mary escapa usando um objeto com impressões de mãos que carrega há muito tempo.
Clark e Mary Kline
A relação entre Clark e Mary é central para a compreensão do filme. Clark é um homem que enfrenta fracasso profissional e uma relação abusiva passada. Mary, filha de uma mãe com transtorno mental, carrega traumas que dialogam com a claustrofobia do Complexo.
O que são os monstros do Complexo?
O filme sugere que o Complexo cria cópias de quem o atravessa. As duplicatas não sentem dor e, segundo a narrativa, podem ser comestíveis. A versão monstruosa de Clark surge como a materialização de conflitos não resolvidos pelo personagem.
O desfecho e as leituras
Mary utiliza um cimento com impressões de mãos suas e de sua mãe para atordoar o monstro e escapar. Ela chega a um laboratório da Async, onde é recebida pelo representante Phil. Ele explica que a Async, originalmente fabricante de equipamentos médicos, descobriu o Complexo por acaso.
A cena final permite duas leituras. Na primeira, Mary consegue escapar; a cópia fica presa no Complexo, como metáfora de traumas que não se vão. Na segunda, a cena final mostra que a interlocutora pode ser a cópia, sugerindo uma ilusão dentro de uma mente fragmentada.
Possível continuidade
O universo de Backrooms ainda pode render novas histórias. Phil permanece ligado à mitologia, e o destino de Mary pode motivar uma continuação. A A24 é conhecida por apoiar sequências que preservem a visão original, com novas personagens interagindo com os já apresentados.
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