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11 filmes essenciais do cinema brasileiro chegam ao Tela Brasil

Governo Federal lança o Tela Brasil, streaming gratuito dedicado ao cinema brasileiro, com mais de quinhentos títulos, incluindo onze obras reconhecidas pela Abraccine

11 filmes essenciais do cinema brasileiro disponíveis no Tela Brasil
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  • O Governo lançou o Tela Brasil, plataforma de streaming gratuita voltada exclusivamente à produção audiovisual brasileira, com mais de 500 títulos no lançamento.
  • A iniciativa, apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma “ Netflix brasileira ”, busca democratizar o acesso ao cinema nacional em todo o país.
  • Entre os destaques, 11 produções do catálogo figuram na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, da Abraccine.
  • Títulos selecionados incluem Carnaval Atlântida (1952), O Cangaceiro (1953), O Homem do Sputnik (1959), Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) e A Hora da Estrela (1985).
  • O catálogo reúne desde clássicos consagrados até obras independentes que circularam apenas em festivais.

O Governo Federal apresentou o Tela Brasil, plataforma de streaming gratuita dedicada ao cinema brasileiro. O serviço, coordenado pelo Ministério da Cultura, estreia com mais de 500 títulos entre filmes, séries, documentários e curtas. O objetivo é ampliar o acesso à produção nacional em todo o país.

A iniciativa foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma alternativa à demanda por conteúdo local, buscando democratizar o consumo de obras nacionais. O catálogo reúne clássicos reconhecidos, bem como produções independentes que circularam em festivais.

A seleção em destaque inclui 11 filmes que integram a lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, segundo a Abraccine. Abaixo, títulos e aspectos relevantes de cada obra.

Destaques do catálogo

*Carnaval Atlântida* (1952), de José Carlos Burle, é um clássico da chanchada sobre um produtor que planeja transformar a história de Helena de Troia em um grande espetáculo carnavalesco, com humor e números musicais.

*O Cangaceiro* (1953), de Lima Barreto, acompanha cangaceiros do sertão em conflito após o sequestro de uma professora, sendo o primeiro filme brasileiro a ganhar reconhecimento internacional expressivo.

*O Homem do Sputnik* (1959), de Carlos Manga, traz uma comédia em que um casal encontra um objeto que acreditam ser o satélite soviético, atraindo espiões e situações inusitadas.

*Deus e o Diabo na Terra do Sol* (1964), de Glauber Rocha, é marco do Cinema Novo. O filme segue Manuel e Rosa em uma jornada pelo sertão, marcada por fanatismo, violência e injustiça social.

*São Paulo Sociedade Anônima* (1965), de Luiz Sérgio Person, retrata a vida de um jovem executivo durante a industrialização da capital paulista, explorando tensões existenciais e sociais.

*Terra em Transe* (1967), de Glauber Rocha, apresenta uma alegoria política em Eldorado, com um poeta/jornalista envolvido em lutas de poder durante crise política.

*O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro* (1969), de Glauber Rocha, acompanha o retorno de Antônio das Mortes a novos conflitos entre coronéis, beatos e cangaceiros.

*A Hora da Estrela* (1985), de Suzana Amaral, adapta Clarice Lispector para a tela. A história de Macabéa em São Paulo aborda solidão, pobreza e invisibilidade social.

*Ilha das Flores* (1989), de Jorge Furtado, curta premiado que usa humor ácido para discutir desigualdade, consumo e desperdício, através da trajetória de um tomate.

*Cinema, Aspirinas e Urubus* (2005), de Marcelo Gomes, acompanha a amizade entre um vendedor alemão de medicamentos e um sertanejo que percorrem o interior nordestino durante a Segunda Guerra Mundial.

*O Menino e o Mundo* (2013), de Alê Abreu, animação indicada ao Oscar. Acompanhando um garoto que parte em busca do pai, a obra aborda desigualdade, industrialização e globalização com visual único.

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