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Estúdios reabrem debate sobre uso de IA em Hollywood, diz diretor do sindicato

Estúdios reabrem negociação com SAG-AFTRA sobre IA, buscando equilíbrio entre cópias digitais e proteção de intérpretes, acordo ainda em discussão

A atriz Patricia Clarkson durante greve do SAG-AFTRA, o sindicato de atores americanos, em frente ao estúdio da Warner Bros., em Nova York, nos Estados Unidos
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  • Estúdios e o SAG-AFTRA revisaram as negociações sobre uso de IA, com tom mais colaborativo; acordo pode entrar em vigor em julho se aprovado pelos membros.
  • O sindicato, com mais de 160 mil membros, afirmou que as greves de 2023 recalibraram a relação entre estúdios e trabalhadores e destacaram a IA como prioridade regulatória.
  • O acordo estabelece que personagens sintéticos podem ser usados apenas em casos extremos com valor adicional significativo; réplicas de intérpretes vivos exigem consentimento e compensação justa.
  • Também há proteção para dublagem: a voz do intérprete principal não pode ser replicada em outros idiomas sem consentimento.
  • Casos práticos, como personagens gerados por IA e a reprodução de Val Kilmer em trailers, aparecem para ilustrar as discussões sobre IA, sem impedir avanços controlados.

Três anos após as greves que paralisaram Hollywood, estúdios voltam a negociar com os atores. A conversa, que envolve o uso de IA, ganhou tom mais construtivo e foco em proteção trabalhista. A greve de 2023 permanece como marco.

Duncan Crabtree-Ireland, diretor executivo nacional do SAG-AFTRA, afirma que estúdios e plataformas vieram à mesa com uma perspectiva diferente. A negociação pode entrar em vigor em julho, caso aprovada pelos membros do sindicato, que reúne mais de 160 mil profissionais.

O tema central é o avanço da inteligência artificial e como ela impacta a criação de conteúdo. O sindicato destaca a necessidade de proteção para trabalhos humanos e regras claras sobre o uso de IA em produções. A conversa busca equilibrar inovação e empregos.

Adoção da IA e regras para personagens sintéticos

Segundo Crabtree-Ireland, houve avanços na compreensão de que a regulação da IA é prioridade. Os estúdios concordaram em valorizar a criatividade humana, condicionando o uso de IA aos casos em que haja ganho significativo para a produção.

Os sintéticos, como personagens criados com IA sem base em pessoas reais, podem ser usados apenas em situações extremas e com ganho substancial de valor. O uso de réplicas digitais exige consentimento e compensação justa.

Replicação de intérpretes vivos ou falecidos e dublagem

A negociação também aborda a reprodução de vozes de intérpretes em outros idiomas. A regra visa evitar que a voz de um ator seja replicada sem autorização, protegendo o trabalho de dubladores e mantendo controle sobre direitos.

Entre os exemplos citados, houve menção a personagens gerados por IA que provocaram debates no setor, como casos envolvendo intérpretes fictícios ou históricos. A proposta busca transparência e consentimento informado.

O acordo em discussão não proíbe a IA, mas impõe salvaguardas para evitar abusos. Em caso de disputa, o mecanismo de arbitragem funciona como desincentivo a usos inadequados. O objetivo é manter a qualidade criativa humana.

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