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México: Copa do Mundo e cinema em pauta

Com 18ª participação em Copas do Mundo, o México mantém desempenho modesto no futebol, mas se firma como referência cinematográfica da América Latina

Foto: Porto Alegre 24 horas
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  • A seleção mexicana chega à 18ª participação em Copas do Mundo da FIFA e, em 2026, sediará o torneio pela terceira vez, recorde absoluto.
  • México já foi anfitrião das Copas de 1970 e 1986, alcançando as quartas de final nessas edições, sua melhor campanha mundial.
  • O técnico é Javier Aguirre, e a equipe não precisou disputar as Eliminatórias da Concacaf por ser país-sede da edição mais recente.
  • No cinema, o México é referência na América Latina, com a Era de Ouro que destacou nomes como Emilio Fernández, Luis Buñuel, Cantinflas e María Félix, entre outros.
  • O Nuevo Cine Mexicano, início dos anos noventa, impulsionou cineastas autorais como Guillermo del Toro, Alejandro G. Iñárritu, Alfonso Cuarón e Carlos Reygadas, levando trabalhos ao cenário internacional.
  • Na mostra Copa do Mundo de Cinema, o filme Ya No Estoy Aquí, de Fernando Frías de la Parra (2019), ficou disponível na Netflix e recebeu prêmios no Tribeca, Cairo e 10 Ariel; foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, mas não venceu.
  • Ya No Estoy Aquí apresenta a subcultura de Monterrey, ao mesmo tempo em que discute violência social, identidade cultural frente à globalização e a ideia de tempo no cinema mexicano contemporâneo.

O México participa pela 18ª vez de uma Copa do Mundo da FIFA. Em 2026, o país sediará pela terceira vez o torneio, marcando recorde de seleções anfitriãs. A competição acontece em solo mexicano, com a equipe conhecida como La Tri.

Aguirre comanda a seleção mexicana, que não disputou as Eliminatórias da Concacaf por ser sede. Historicamente, o país chegou às quartas de final em 1970 e 1986, suas melhores campanhas, ainda hoje não superadas em Mundiais.

Paralelamente ao futebol, o México é referência na sétima arte na América Latina. O cinema viveu a Era de Ouro entre 1930 e 1950, com nomes como Emilio Fernández, Buñuel, Cantinflas e Maria Félix.

Novo Cine Mexicano

A partir dos anos 1990, o Nuevo Cine Mexicano abriu caminho para diretores como Del Toro, Iñárritu, Cuarón e Reygadas. Hoje há renovação com Huezo, Avilés, Franco e Ruizpalacios impulsionando a cena autoral.

Na Copa do Mundo de Cinema promovida pelo TemQueVer Cinema e Cine Mulholland, está em foco Ya No Estoy Aquí, de Fernando Frías de la Parra (2019). O filme está na Netflix e acumula prêmios internacionais.

Ya No Estoy Aquí venceu Tribeca e Cairo, além de 10 Ariel. Foi indicado ao Oscar como representante do México na categoria Melhor Filme Internacional, mas não garantiu a vaga entre os finalistas.

O longa retrata a subcultura da cumbia de Monterrey, mas também analisa violência, identidade cultural e globalização. Ulises, personagem central, oferece uma radiografia sociopolítica do México contemporâneo.

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