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Taís Araújo: filhos protegidos, mas ela também pede proteção

Taís Araújo estreia solo "Mudando de Pele" em São Paulo, defendendo narrativas pretas além do Brasil escravocrata e maior responsabilidade do artista

Taís Araújo estreia solo 'Mudando de Pele' em São Paulo; espetáculo já tem garantida uma segunda temporada
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  • Taís Araújo estreia o solo Mudando de Pele em São Paulo, no Teatro Raul Cortez (Sesc 14 Bis), na quarta-feira, dia 3, com ingressos esgotados até a sessão prevista para 5 de julho.
  • A peça acompanha Mayah, mulher de 40 anos que, em um dia, perde o emprego, o relacionamento e a moradia, em busca de reconstrução da identidade e reflexão sobre ancestralidade.
  • Taís defende que as histórias negras precisam ir além do Brasil escravocrata para ampliar a temática preta e valorizar vozes diversas.
  • A atriz produziu o espetáculo, destaca equipe majoritariamente feminina e ressalta responsabilidade social do artista na contemporaneidade.
  • Além do teatro, Taís atuará e produzirá um filme sobre Elza Soares, mantendo o foco em protagonismo negro e referências de mulheres influentes.

Taís Araújo estreia o solo Mudando de Pele em São Paulo. O espetáculo, dirigido por Yara de Novaes, chega ao Teatro Raul Cortez, no Sesc 14 Bis, nesta quarta-feira, 3. O elenco inclui Dani Nega e Layla, que dividem o palco com a atriz, interpretando Mayah, uma mulher de 40 anos em busca de identidade após perder emprego, relacionamento e moradia em um só dia.

A peça, criada a partir de uma dramaturgia escolhida por Diego Teza, é marcada pela visão de uma artista que busca narrativas além do tema escravocrata. Taís destaca a necessidade de ampliar a representatividade preta com histórias contemporâneas e diversas.

Mudando de Pele é produzida pela própria Taís, que aposta em uma equipe majoritariamente feminina. A atriz enfatiza que o processo de montagem foi colaborativo e respeitoso, com Yara de Novaes conduzindo as discussões de forma firme, porém conciliadora.

Sobre o papel da televisão, Taís aponta avanços na forma de retratar personagens pretos, reconhece que mudanças chegam com o tempo e que a imprensa, a publicidade e as próprias produções evoluíram. Ela vê a teledramaturgia caminhando para maior multiplicidade de protagonismos.

A artista também fala sobre a responsabilidade de atuar como referência pública. Ela cita seu histórico na TV, destacando protagonismos sucessivos e a percepção de que o Brasil tem mostrado maior pluralidade de narrativas nas últimas décadas.

Paralelamente, Taís atua como produtora de um filme sobre Elza Soares, com a O2, envolvimento de Fernando Meirelles e Paulo Morelli. O projeto está em estágios iniciais, com o roteiro em tratamento, e busca imprimir a ousadia característica da cantora.

Taís reforça o compromisso com diálogos que não excluam o outro. Ela relembra aprendizados de trabalhos anteriores e afirma que chegou a assumir papéis desafiadores na carreira, sempre buscando evolução artística sem negar críticas.

Mudando de Pele fica em cartaz até 5 de julho, com ingressos esgotados para toda a temporada. Após São Paulo, a produção retorna em agosto para temporada adicional no Teatro Faap. O projeto consolidou a intenção de ampliar o repertório de narrativas pretas.

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