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Coreia do Sul: Copa do Mundo inspira produção cinematográfica

Coreia do Sul consolida influência global no cinema e no futebol, com Parasita vencendo o Oscar e uma nova geração de cineastas da Hallyu

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  • Em 2026 a Coreia do Sul disputará pela 12ª vez a Copa do Mundo, sendo a 11ª consecutiva; a melhor campanha foi em 2002, quando sediou o torneio e ficou em quarto lugar nas semifinais.
  • A equipe, sob o comando de Hong Myung-bo, terminou as Eliminatórias da AFC de modo invicto, após duas trocas de treinadores no ciclo para a Copa do Mundo na América do Norte.
  • No cinema, o desenvolvimento sul-coreano foi tardio em relação a Japão e China; ganhou impulso após a Guerra da Coreia, com o clássico Hanyo, em 1960, mas a ditadura dificultou o setor.
  • A partir dos anos noventa houve expansão com investimentos privados, como da Samsung, formação de cineastas e o Festival de Busan, fortalecendo a cena e a influência da chamada Hallyu.
  • Parasita, de Bong Joon-ho, ganhou o Oscar de Melhor Filme; o país é um dos que mais consome cinema nacional. O filme Certo Agora, Errado Antes, de Hong Sang-soo, foi definido para representar o cinema sul-coreano na Copa do Mundo do Cinema.

O Brasil acompanha a Coreia do Sul em duas frentes distintas: esportes e cinema. Em 2026, a Coreia do Sul chega à 12ª participação na Copa do Mundo, sendo a 11ª consecutiva. A melhor campanha foi em 2002, quando sediou o torneio com o Japão.

Sob o comando de Hong Myung-bo, a seleção sul-coreana encerrou as Eliminatórias da AFC invicta, apesar de ter passado por duas trocas de treinadores no ciclo para a Copa na América do Norte. A campanha manteve o histórico recente de resultados estáveis.

Na área cinematográfica, o desenvolvimento do país ocorreu mais tarde do que o de vizinhos como Japão e China. Após a Guerra da Coreia, a produção ganhou fôlego só nos anos 1960 com Hanyo, a Empregada, mas a ditadura militar impôs censura que atrasou rumos.

A partir dos anos 1990, com a democracia consolidada, investimentos de empresas como a Samsung e o fortalecimento do Festival de Busan aceleraram o amadurecimento do cinema sul-coreano. Hoje surgem cineastas como Kim Ki-duk, Bong Joon-ho, Park Chan-wook e outros.

A produção sul-coreana integra a chamada Hallyu, que levou K-dramas, K-pop e cinema a plateias globais. O país passou a ser referência de soft power, com maior visibilidade de produções nacionais no cinema doméstico em relação a Hollywood.

Filme Certo Agora, Errado Antes

Para a Copa do Cinema, o TemQueVer Cinema e o Cine Mulholland representaram a Coreia com Certo Agora, Errado Antes, de Hong Sang-soo, premiado com Leopardo de Ouro em Locarno. O filme se destaca pelo tom intimista, planos longos e usos sutis de zoom.

A narrativa é dividida em duas partes rigorosas. Na primeira, Ham Chun-su, diretor, e Yoon Hee-jung, pintora, dialogam, tomam café e visitam amigos, encerrando com desconforto entre os personagens.

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