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Em Copan, densidade do marco de São Paulo foge pelas beiradas

Documentário sobre o Edifício Copan revela tensões urbanas, diversidade de moradores e dilemas narrativos, sem centramento nas entrevistas

Cena do documentário 'Copan', de Carine Wallauer
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  • O documentário Copan, de Carine Wallauer, comemora seis décadas do Edifício Copan e discute como ele se mantém símbolo da cidade.
  • A diretora evita entrevistas tradicionais com moradores para explorar outras perspectivas sobre o prédio, seu significado e funcionamento.
  • O foco recai sobre o síndico, a gestão do edifício e a diversidade de moradias, de quitinetes a apartamentos confortáveis, além de aspectos arquitetônicos pouco vistos.
  • O filme também aborda a presença de visitantes como Airbnb e a relação entre proprietários que compraram na baixa e os que chegaram em tempos melhores, já com o centro revitalizado.
  • As eleições presidenciais de 2022 aparecem no final, marcando que o Copan é um espaço de convívio político e social, mas o filme não centraliza esse tema.

Em Copan, o documentário dirigido por Carine Wallauer completa seis décadas do Edifício Copan em São Paulo, explorando a relação entre a construção, a cidade e seus moradores. O filme evita entrevistas tradicionais com vizinhos para propor uma visão diferente sobre o ícone modernista.

A diretora foca no que permanece do projeto de Niemeyer e na vida cotidiana dentro do prédio, que abriga desde quitinetes até imóveis de alto padrão. O uso de planos de arquitetura, rampas e corredores revela detalhes muitas vezes invisíveis aos transeuntes.

O desafio, segundo a própria Wallauer, era contar a história sem recorrer ao clichê de entrevistas com moradores. O resultado é uma investigação visual que privilegia espaços como subsolos, portarias e áreas de serviço, além de mostrar a convivência entre pessoas de perfis distintos.

Apesar de a narrativa ter como eixo o Copan, o documentário se desdobra em temas amplos. São retratadas as mudanças do centro de São Paulo, a revitalização do eixo e a influência do edifício na paisagem urbana ao longo de décadas.

A produção também aborda o contexto político recente, com cenas de festas no térreo durante o período de eleições, sem transformar o episódio em foco central. O filme registra a presença de simpatizantes de diferentes correntes, sem favorecer uma leitura única.

Copan questiona o papel do prédio como cartão-postal e como espaço de convivência entre classes sociais diversas. Em meio à celebração de aniversário, o documentário sugere que o edifício funciona como um labirinto de histórias não contadas.

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