- Fernanda Torres retorna ao palco com o monólogo A Casa dos Budas Ditosos em curta temporada no Vibra São Paulo, a partir de quarta‑feira, dia quatro, em São Paulo.
- Em dois mil e dezoito, a atriz cancelou a temporada no Rio de Janeiro por temer ataques de brigadas conservadoras ligadas à política da época.
- A peça é adaptação do livro de João Ubaldo Ribeiro, de mil novecentos noventa e nove, e mostra uma mulher gravando relatos de vida sexual para enviar ao autor, sem culpa ou vergonha.
- Desde a estreia em mil cães e três milhões de espectadores, o monólogo tornou‑se marco na carreira de Torres, somando shows em diferentes cidades.
- A própria atriz comenta que, às vezes, a autocensura é útil para ser ouvida; hoje acredita que a sociedade está menos beligerante, e que houve aprendizado sobre temas como racismo e machismo.
A atriz Fernanda Torres retoma a peça A Casa dos Budas Ditosos em São Paulo, com curta temporada no Vibra SP. A apresentação volta ao palco nesta quarta-feira, 4, após anos de pausa e com a mesma proposta ousada que marcou a trajetória da montagem.
Em 2018, diante da polarização política, Torres cancelou a temporada no Rio de Janeiro por temer ataques de grupos conservadores. Na época, a artista mencionou a covardia como fator que trouxe a obra de volta ao molho, mesmo diante de críticas.
A peça, baseada no livro de João Ubaldo Ribeiro, narra a experiência sexual de uma mulher de 68 anos, gravada em fitas de áudio para envio ao autor. O monólogo conquistou público e críticos, somando mais de 3 milhões de espectadores ao longo de duas décadas.
O retorno ocorre em meio a um cenário em que Torres observa mudanças na atuação do público e na sensibilidade social. Ela comenta que o Brasil é composto por camadas conservadoras, mas que houve avanços na compreensão de temas como racismo e machismo.
A atriz também lembra que, ao longo dos anos, passou por um processo de aprendizado sobre gênero e debate público. Sobre autocensura, afirma que em certos momentos ela usa o recurso para ser ouvida, sem abrir mão da responsabilidade histórica da obra.
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