- Adaptação teatral de Girl, Interrupted chega a off-Broadway, em Nova York, em cartaz no Public Theater, com Juliana Canfield no papel de Susanna e King Princess como Lisa.
- A produção foca em cinco pacientes femininas no hospital McLean: Tori, Daisy, Polly, Grace e Lisa, além de uma presença masculina e três funcionárias do hospital.
- O espetáculo é estruturado como memória, alternando perspectivas entre Susanna jovem e Susanna mais velha, com cenário minimalista que sugere um ambiente institucional.
- A música é feita para a encenação pela equipe criativa anterior, com coreografia de Sonya Tayeh e uso de músicos que atuam ao vivo, mantendo a narrativa em dois atos sem intervalo.
- A peça aborda temas de saúde mental, adolescência e questões de gênero, mantendo a obra original relevante para audiências atuais; estreia ocorre em Nova York e fica em cartaz até doze de julho.
O musical Girl, Interrupted chega a Nova York após uma década em produção. A adaptação da memória de Susanna Kaysen, publicada em 1993, transforma a saga de uma jovem internada em McLean na década de 1960 em uma peça off Broadway. Estreia no Public Theater, com elenco liderado por Juliana Canfield e King Princess.
A montagem convoca a história original da obra de forma centrada nas relações entre mulheres. O roteiro intercala momentos de passado e presente para revelar a trajetória de Susanna, que entra no hospital após uma tentativa de suicídio. A produção utiliza um formato de memória que ressalta descobertas e confrontos internos.
A concepção é da dramaturga Dora Majok, que destaca a tensão entre as personagens e o que elas precisam ensinar umas às outras. O palco tem uma circulação circular que sugere um posto de enfermagem, além de plataformas que mudam de nível para as cenas. A cenografia é minimalista, com poucos objetos.
O elenco foca em cinco pacientes femininas: Tori, Daisy, Polly, Grace e Lisa, cada uma com traços marcantes descritos pela dramaturgia. Lisa, personagem interpretada por King Princess, aparece como uma figura manipuladora com expressão de sexualidade além de gênero. O grupo de profissionais de McLean também compõe o elenco.
A trilha musical é conduzida por instrumentos tocados ao vivo por parte da equipe, enquanto as artistas cantam em coro. A coreografia, assinada por Sonya Tayeh, é contida e utiliza um palco giratório para acentuar as transições entre cenas. O tempo total da apresentação não inclui intervalos.
O enredo aborda temas pesados como suicídio, terapias eletroconvulsivas e transtornos mentais, mas também reserva momentos de leveza. Em momentos, a narrativa revela a busca por identidade e pertencimento entre as jovens, dentro de um ambiente institucional.
A produção problematiza como a sociedade historicamente tratou a saúde mental feminina. A relação entre passado e presente é ressaltada, com a protagonista mais velha oferecendo uma distinta perspectiva sobre o que viveu na juventude. A dramaturgia enfatiza o apoio entre as personagens.
O elenco, em atuação integrada, mantém a maior parte dos artistas em palco durante grande parte da duração. A direção de Majok busca um equilíbrio entre intensidade dramática e compaixão. A duração total é de cerca de duas horas, sem intervalo.
A apresentação permanece em cartaz no Public Theater, em Nova York, até 12 de julho. A temporada destaca a contemporaneidade de uma história que continua relevante para discussões sobre saúde mental e inclusão.
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