- Dreams of Violets é um drama de 75 minutos sobre a repressão a protestos no Irã em janeiro, que terá première no festival Tribeca, em Nova York.
- O filme é totalmente gerado por inteligência artificial, com imagens e personagens criados pela IA a partir de descrições físicas.
- Koosha afirma ter gasto menos de $2.000 na produção, contrastando com custos de CGI tradicionais; o roteiro não foi gerado por IA, mas o texto foi aprimorado com o chatbot Claude.
- O diretor atuou em várias vozes e usou IA para modular sons; para projetos futuros, ele considera licenciar rostos reais, com atores dublando e participando dos lucros.
- O trabalho é visto como exemplo de a IA abrir espaço para filmes independentes com orçamentos baixos, embora haja ceticismo entre críticos e profissionais sobre a qualidade emocional das obras geradas por IA.
Dreams of Violets, drama sobre protestos no Irã, será exibido na Tribeca, em Nova York. O filme, de Ash Koosha, usa apenas imagens e personagens gerados por inteligência artificial. A obra tem duração de 75 minutos.
Segundo Koosha, o filme é ficção, não documentário, acompanhando um grupo de estranhos em uma viela durante a repressão de janeiro. A produção surgiu em menos de seis meses, com base em jornalismo, vídeos e relatos oculares.
Koosha afirma que quase 80% da narrativa recria eventos reais. O diretor, iraniano-britânico, já foi preso no Irã e hoje vive em Londres, onde também dirige a startup Claigrid. O projeto nasceu de um impulso político após assistir a imagens de 2026.
O uso de IA na produção
Toda a imagem e os personagens são gerados por IA. Koosha descreveu fisicamente as figuras, evitando qualquer semelhança com pessoas vivas no Irã por questões de segurança. O roteiro não é gerado por IA, mas a linguagem foi aprimorada com o auxílio de um chatbot.
A técnica permite alterar direção de enredo sem reescrever, segundo o diretor. Ele também compôs a trilha e editou o filme, sem IA nesses aspectos. Futuras obras poderão licenciar rostos reais para personagens.
Perspectivas para o cinema independente
Koosha prevê que a IA pode reduzir barreiras de produção, abrindo espaço para filmes com orçamentos baixos. Ele cita que projetos tradicionais teriam custo milionário para CGI semelhante. O fundador entende que o formato indie pode ganhar espaço com novas formas de financiamento e licenciamento.
Ele também comentou que, apesar das críticas, a IA pode democratizar a indústria, criando novas oportunidades para artistas. Ainda assim, ressalta cautela: nem todos os filmes com IA são desejáveis, e há obras que exigem produção tradicional.
Dreams of Violets estreará na Tribeca como um marco para filmes gerados por IA, buscando credibilidade artística e crítica. A recepção do público e da imprensa poderá indicar caminhos para produções independentes futuras.
Entre na conversa da comunidade