- Filme Mestres do Universo chega aos cinemas nesta quinta-feira, 4, e abraça o tom de humor da animação dos anos oitenta.
- Nicholas Galitzine interpreta o príncipe Adam/He-Man; Jared Leto vive o vilão Esqueleto, ambos em clima de galhofa.
- Trama simples: Adam precisa encontrar a Espada do Poder para voltar a Etérnia, unindo ação e piadas com referências à franquia.
- Visual colorido, design próximo do desenho e trilha de Daniel Pemberton; Travis Knight aposta em fan service para os nostálgicos.
- Duração de duas horas e vinte minutos, com momentos que arrastam e outros em que a comédia funciona, encerrando de forma empolgante.
Mestres do Universo, filme inspirado no desenho He-Man, chega aos cinemas nesta quinta-feira (4) e abraça o clima da animação dos anos 80. A produção é deliberadamente ridícula e isso, paradoxalmente, funciona como maior força do título.
A trama é simples: o príncipe Adam fica preso na Terra após a invasão de Etérnia pelo Esqueleto e precisa encontrar a Espada do Poder para retornar ao reino. Com o artefato, ele descobre a força heroica que existe dentro dele e pode libertar o seu mundo.
Nicholas Galitzine vive o Adam/He-Man de forma carismática, mas com timidez cômica. Do outro lado, Jared Leto entrega o vilão Esqueleto, exagerado e debochado, em linha com o material original. A química entre os dois é o alicerce da narrativa.
Elenco e tom do filme
A produção aposta no humor pastelão para sustentar o ritmo. Figurino e design dos personagens chegam próximos ao desenho, incluindo mentor e figuras conhecidas como Mentora, Teela, Aríete, Maligna, Mandíbula e Homem-Fera. A trilha sonora é de Daniel Pemberton, com paleta de cores bastante vibrante.
O diretor Travis Knight mantém o espírito da série, usando várias referências para agradar quem acompanhou a animação na infância. Em versões dubladas, Garcia Júnior retorna como He-Man, enquanto Luiz Carlos Persy assume a voz do Esqueleto, substituindo o falecido Isaac Bardavid.
Apesar da aposta no humor, o filme leva as próprias premissas a um limite: algumas passagens emocionais pesam demais e a duração de duas horas e vinte minutos pode parecer longa. Em certos trechos, a comédia pode soar repetitiva para o público adulto.
O encerramento, porém, retoma o absurdo da animação original, oferecendo um clímax empolgante que reforça a nostalgia sem perder o foco na diversão. O resultado é uma adaptação que funciona como homenagem e entretenimento despretensioso.
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