- A Fundação Wim Wenders anunciou que o filme Movimento em Falso, de 1975, será retirado temporariamente de circulação após o pedido de Nastassja Kinski, que atuou aos 13 anos na cena de nudez.
- A cena envolve a personagem interpretada por Kinski e a coestrela, com nudez e contato na cama; a atriz disse que, na época, aquilo não estava certo.
- O diretor afirmou, hoje, que não filmaria a cena daquela forma e ressaltou que não editaria retroativamente, chamando a Academia Alemã de Cinema para discutir o tema.
- A ideia de revisar filmes finalizados gerou debates entre críticos, com alguns defendendo a remoção ou edição, e outros destacando o risco de precedentes para arquivos e restaurações.
- O tema envolve normas atuais de proteção de menores no cinema e pode retornar a debates sobre responsabilidade, consentimento parental e uso de técnicas de intimidade na produção.
A Fundação Wim Wenders anunciou que o filme Movimento em Falso, de 1975, será retirado temporariamente de circulação. A decisão ocorre após anos de reivindicação da atriz Nastassja Kinski, que protagonizou o longa ainda aos 13 anos.
Na denúncia, Kinski pediu a remoção de uma cena específica em que seu personagem é visitado por um coestrela adulto na casa onde está deitada. A sequência envolve nudez parcial e contato físico entre os personagens.
O diretor Wim Wenders reagiu publicamente pela primeira vez em 2024, admitindo que, hoje, não filmaria a cena da mesma forma. Ele disse que o filme pertence ao seu tempo e à época em que foi produzido.
Debates sobre a edição de obras
Durante a cerimônia de entrega do Prêmio Alemão de Cinema, Wenders levantou a questão de como lidar com obras criadas em contextos diferentes. Ele afirmou não querer culpar o jovem que foi na época e pediu uma discussão na Academia Alemã de Cinema.
A academia informou não ter posição definida sobre o tema até o momento, citando a necessidade de avaliação coletiva. A discussão envolve questões de restauração, preservação histórica e responsabilidade artística.
Reações e impactos
Críticos divergem sobre a responsabilidade do cineasta. Parte da imprensa vê a ação como uma estratégia pública para discutir o tema, enquanto outros defendem que a decisão recai sobre o autor. Ainda não há prazo para a decisão final sobre a edição.
Casos anteriores da indústria mostram caminhos diversos. Spielberg, Kubrick e outros já revisitaram obras, com controvérsias sobre os impactos culturais. Técnicas de restauração continuam em debate entre preservação histórica e sensibilidade contemporânea.
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