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Espetáculo retrata exclusão de migrante nordestino em São Paulo

Espetáculo híbrido narra a trajetória de migrante nordestino em São Paulo, abordando xenofobia e exclusão com afeto, poesia e linguagem multimídia

Espetáculo 'Os Sapatos que Deixei pelo Caminho', do Teatro do Kaos
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  • O espetáculo “Os Sapatos que Deixei pelo Caminho” acompanha a jornada de Poim, um migrante nordestino em São Paulo, diante da exclusão e do preconceito na metrópole.
  • Dirigido por Marcos Felipe, da Cia. Mungunzá de Teatro, o texto é assinado por Cícero Lopes e chega ao Teatro Sérgio Cardoso, Sala Paschoal Carlos Magno.
  • A montagem usa híbrido entre cinema, música, artes visuais, dança e teatro de bonecos para contar a história, com a presença da atuação como núcleo central.
  • A dramaturgia mescla realidade e ficção, em tom autoficcional, abordando xenofobia, capacitismo, sexualidade e exclusão social com sensibilidade e poesia.
  • A temporada vai de 5 a 28 de junho de 2026, às sextas, sábados e domingos, às 19h, com ingressos a R$ 50,00 (inteira); classificação indicativa de 16 anos.

O espetáculo Os Sapatos que Deixei pelo Caminho estreia no Teatro Sérgio Cardoso, com direção de Marcos Felipe e texto de Cícero Lopes. A peça acompanha Poim, migrante nordestino que chega a São Paulo e enfrenta exclusão, preconceito e a luta pela permanência na metrópole. A montagem utiliza linguagem híbrida para explorar esse percurso.

A produção, do Teatro do Kaos em parceria com a Cia. Mungunzá de Teatro, prioriza a presença do ator e da palavra, ainda que integre cinema, dança, artes visuais e teatro de bonecos. Os recursos variam conforme o momento, buscando expressar diferentes dimensões da história.

Segundo Marcos Felipe, a combinação de linguagens surgiu naturalmente no processo criativo. Quando determinado trecho exigia movimento, a dança entrava; se a cena pedia outra forma, o recurso correspondente era utilizado. O objetivo é manter a dramaturgia centrada na sensibilidade.

A obra mescla realidade crua e ficção, adotando autoficção para tratar de xenofobia, capacitismo, sexualidade e exclusão social. A ideia parte de um documentário cênico baseado em situações reais, expandindo-se para permitir leituras mais amplas.

A abordagem busca dialogar com o público sem panfletagem. A direção reforça que o afeto, a delicadeza e a cumplicidade entre elenco e equipe ajudam a comunicar temas difíceis de forma humana. Cubatão, onde o grupo atua, e o centro de São Paulo influenciam o design da narrativa.

Os Sapatos que Deixei pelo Caminho permanece em cartaz entre 5 e 28 de junho de 2026, sextas, sábados e domingos, às 19h, na Sala Paschoal Carlos Magno do Teatro Sérgio Cardoso. A classificação indicativa é de 16 anos e a peça tem duração de 60 minutos. Ingressos a partir de 50 reais.

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