- Marjane Satrapi, artista franco-iraniana e autora de Persépolis, morreu aos 56 anos, conforme a agência France-Presse.
- A família informou que a morte ocorreu “de tristeza” pouco mais de um ano após a morte do marido, Mattias Ripa, em 8 de abril do ano passado.
- Satrapi ganhou reconhecimento mundial com Persépolis, que retrata sua infância em Teerã; a obra também rendeu filme premiado internacionalmente.
- Em 2023, a autora recusou a Ordem Nacional da Legião de Honra em protesto contra a “hipocrisia” do governo francês nas relações com o Irã e criticou políticas de visto.
- Além de Persépolis, Satrapi ficou conhecida por obras como Mulher, Vida, Liberdade, publicada pela Iconoclast, e por contribuir para a divulgação de temas ligados a direitos das mulheres e ao Irã.
Marjane Satrapi, artista franco-iraniana e autora da graphic novel Persépolis, morreu aos 56 anos. A notícia foi divulgada pela agência France-Presse nesta quinta-feira, 4 de junho, citando pessoas próximas.
A família informou que Satrapi morreu de tristeza, pouco mais de um ano após a morte de Mattias Ripa, seu marido. Ripa era produtor, ator e roteirista sueco, falecido em 8 de abril do ano passado.
Satrapi deixou Teerã na adolescência, ganhou nacionalidade francesa em 2006 e alcançou fama mundial com Persépolis, que retrata sua infância sob a Revolução Iraniana. A obra gerou filme e reconhecimento internacional.
Carreira e reconhecimento
Persépolis ganhou prêmios como o Prêmio do Júri em Cannes 2007 e o César de Melhor Roteiro Adaptado em 2008. A obra foi traduzida para cerca de 20 idiomas, vendendo mais de 1,2 milhão de cópias no planeta.
A artista recusou, em 2025, a Ordem Nacional da Legião de Honra, alegando hipocrisia das relações entre França e Irã. A crítica também apontou dificuldades de visto para dissidentes iranianos.
Satrapi manteve uma produção extensa, com filmes, livros e ilustrações. Entre seus títulos de destaque estão Persépolis, Frango com Ameixas e Bordados, amplamente reconhecidos e traduzidos.
Obras e contexto
A graphic novel Mulher, Vida, Liberdade, primeira publicação da editora Iconoclast, foi lançada no aniversário da morte de Mahsa Amini, cuja morte desencadeou protestos no Irã desde 2022.
Nascida em 1969, em Rasht, Satrapi cresceu em Teerã. Aos 14 anos foi enviada à Áustria para estudar, retornando ao Irã antes de seguir para a França, onde se dedicou à pintura e à produção de livros ilustrados.
Satrapi deixou uma marca significativa ao transformar experiências pessoais em narrativas universais, conectando leitores ao redor do mundo por meio de uma linguagem gráfica acessível e contundente.
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