Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Morre Marjane Satrapi, autora de Persépolis que revelou a luta iraniana

Morta aos 56 anos, Marjane Satrapi, criadora de Persépolis, é lembrada como voz da liberdade que retratou a luta do povo iraniano

Marjane Satrapi — Foto: Getty Images
0:00
Carregando...
0:00
  • A morte de Marjane Satrapi, autora franco-iraniana de Persépolis, foi confirmada pela presidência francesa; ela tinha 56 anos e a causa não foi divulgada.
  • Satrapi ficou conhecida pela HQ Persépolis (2003-2004), que mistura memórias e história para mostrar o Irã durante a Revolução Islâmica e a guerra com o Iraque, pela visão de Marji.
  • Nascida em 1969 em Rasht e criada em Teerã, ela se mudou para a Áustria aos 14 anos e para Paris em 1994, onde desenvolveu Persépolis.
  • A obra ganhou adaptação para o cinema em 2007; Bordados, de 2010, tratou da sexualidade das mulheres iranianas.
  • Em 2024, foi eleita para a Académie de Beaux-Arts; também abordou temas de mulheres no Irã em Mulher, Vida, Liberdade (2024).

Marjane Satrapi, autora franco-iraniana conhecida por retratar o Irã em meio à Revolução Islâmica e à guerra com o Iraque, morreu aos 56 anos. A confirmação foi feita pelo gabinete do presidente francês Emmanuel Macron na manhã desta quinta-feira (4). Ainda não foi informada a causa.

Satrapi ganhou notoriedade com a graphic novel Persépolis, publicada entre 2003 e 2004, que mescla memórias pessoais e história para narrar a infância sob o regime iraniano. A personagem Marji espelha parte de sua própria trajetória.

Nascida em 1969 em Rasht e criada em Teerã, a autora também viveu na Áustria aos 14 anos, para proteger a filha diante das turbulências no Irã. Em 1994, mudou-se para Paris, onde desenvolveu Persépolis.

A obra consolidou reconhecimento mundial, com adaptação cinematográfica lançada em 2007, recebendo prêmios em festivais, incluindo Cannes. Satrapi lançou Bordados em 2010, explorando a sexualidade feminina no Irã.

Ao longo da carreira, Satrapi manteve o foco nas tensões vividas pelo povo iraniano, ampliando o olhar sobre direitos das mulheres. Em 2022, os protestos pelo véu e pela liberdade foram retratados em Mulher, Vida, Liberdade (2024).

Em entrevista ao The New York Times, a autora criticou o regime e defendeu as mulheres iranianas, destacando restrições a direitos básicos. Em 2024, foi reconhecida pela Académie des Beaux-Arts, recebendo uma das maiores honrarias da arte francesa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais