- Netflix estreou a série em três episódios “Michael Jackson: O Veredito”, que reconstrói o julgamento criminal de 2005 com relatos inéditos de jurados, advogados e membros do círculo íntimo do cantor.
- Depoimentos destacam bastidores: Vincent Amen afirma que Jackson dava apelidos aos meninos, citando “Blowhole”, e que Frank Cascio descartou revistas pornográficas encontradas em Neverland.
- Amen diz ter confrontado Cascio sobre as revistas; o ex-assistente teria dito que era “uma fase” vivida por eles.
- O documentário aponta o paradeiro de Jackson durante a cobertura da imprensa, com ele se escondendo em Las Vegas; jurados discutem a influência da mídia e a segurança do caso.
- O material também traz relatos sobre Macaulay Culkin, acusações envolvendo Phillip LeMarque e o impacto no futuro profissional de Jackson; Culkin sempre o defendeu. Jackson morreu em 2009.
Michael Jackson: O Veredito chega à Netflix em três episódios, revisitanto o julgamento criminal de 2005 que envolveu o Rei do Pop. A série traz relatos de jurados, advogados, promotores e pessoas do círculo íntimo do astro, revelando bastidores que não foram ao ar na época, isolados das câmeras de TV.
Entre as revelações estão depoimentos de Vincent Amen, ex-funcionário que passou a trabalhar com Jackson em 2002. Amen afirmou que o cantor dava apelidos aos jovens do rancho Neverland, incluindo o termo Blowhole, e relatou que Frank Cascio, amigo e assistente do artista, limpou a casa e descartou itens, como revistas pornográficas, com marcações suspeitas.
A produção também foca em ligações com Las Vegas, onde Jackson se abrigou durante a cobertura midiática negativa, segundo a jornalista Diane Dimond. O documentário mostra o ponto de vista de jurados, como Melissa Herard, que questiona a possibilidade de manter a inocência frente à exposição pública, e comenta a sensação de que a imprensa poderia induzir narrativas.
Kerry Anderson, então diretor de segurança da equipe, explica a necessidade de escolta diante de ameaças de morte, mesmo com Jackson mantendo postura de enfrentamento com a imprensa. O relato destaca ainda a tensão entre o artista e a equipe de proteção, incluindo decisões sobre o comportamento do astro em público.
O filme também traz acusações antigas, como as feitas pelo ex-cozinheiro Phillip LeMarque, que afirmou ter visto Jackson apalpar o ator Mirim Macaulay Culkin em 1991. Culkin, que já testemunhou a favor do amigo no tribunal, é retratado como figura central na defesa do cantor.
Segundo a narrativa, Jackson foi considerado inocente das acusações em 13 de junho de 2005, mas o impacto na carreira foi duradouro. O biógrafo J. Randy Taraborrelli havia visto potencial de recuperação, porém foi aconselhado pelo empresário Frank DiLeo de que a situação seria devastadora para a vida do artista.
Quatro anos depois, em 25 de junho de 2009, Michael Jackson faleceu devido a uma intoxicação por propofol e benzodiazepínicos, encerrando de modo abrupto a trajetória que o documentário busca reconstituir sob nova ótica.
Entre na conversa da comunidade