- Esther Garcia, de 69 anos, é a parceira de Pedro Almodóvar há exatos 40 anos e, hoje, diretora de produção da El Deseo.
- A relação começou nos anos setenta, ao participar de um curta de Almodóvar; posteriormente atuou como assistente de produção no Matador (1986) e gerente de produção em A Lei do Desejo (1987).
- Se tornou uma das produtoras mais reconhecidas da Espanha, com seis prêmios Goya, e foi a primeira produtora a receber o prêmio Donostia no Festival de San Sebastián, no ano passado.
- Além de trabalhar com Almodóvar, produziu longas como Relatos Salvajes (2014) e Sirat (2025); está creditada em La Bola Negra (2026), premiada em Cannes.
- Já produziu um filme gravado parcialmente no Brasil, O Cobrador (2006); aponta abertura para trabalhar com atores brasileiros e defende a retomada das salas para o cinema independente.
Esther Garcia, hoje aos 69 anos, é uma das figuras mais importantes do cinema espanhol e braço direito de Pedro Almodóvar há exatos 40 anos. Sua relação profissional nasceu no caminho para um curta de Almodóvar, no fim dos anos 1980.
A trajetória começou nos bastidores, com ela atuando como assistente de produção em O Matador (1986). Em 1987, já era gerente de produção de A Lei do Desejo, consolidando-se como produtora de peso na casa de produção El Deseo.
Ao longo das décadas, Garcia realizou parcerias com nomes célebres como Carmem Maura, Penélope Cruz e Marisa Paredes, além de trabalhar em títulos de destaque como Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos e Tudo Sobre Minha Mãe. Em 2023, recebeu o prêmio Donostia no Festival de San Sebastián, reconhecendo sua carreira.
Entre os projetos que carrega no currículo, destacam-se Relatos Selvagens (2014), de Damián Szifron, e Sirat (2025), de Oliver Laxe, indicado ao Oscar. Ainda aparece em créditos de La Bola Negra (2026), dirigido por Javier Ambrossi e Javier Calvo, premiados no Cannes.
Garcia já produziu obras gravadas parcialmente no Brasil, como O Cobrador (2006), de Paul Leduc, com participação de Lázaro Ramos. Em relação a futuros trabalhos, afirma que Almodóvar busca atores brasileiros e que sotaques diferentes podem enriquecer projetos.
O Futuro do Cinema Independente
Sobre o audiovisual independente, Esther destaca a importância da retomada das salas de cinema para reconquistar espectadores. A pandemia afastou o público, e é preciso atraí-lo de volta com políticas públicas de formação de plateia.
Ela defende que o cinema de autor dependa da experiência coletiva no escuro da sala, aliando foco e partilha. Sem esse esforço, teme a perda de espaço para as plataformas de streaming e a dispersão do público.
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