Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Solo teatral analisa a loucura de Nietzsche com chicotadas e reflexão

Solo de João Paulo Lorenzon, inspirado por Denise Stoklos, explora violência, culpa e desejo em Nietzsche, com estreia no Festival d'Avignon

João Paulo Lorenzon na peça 'Nietzsche, do cavalo nada sabemos'
0:00
Carregando...
0:00
  • O ator João Paulo Lorenzon apresenta o solo Nietzsche, do cavalo nada sabemos, em que aplica chicotadas no próprio corpo para explorar violência, culpa, desejo e reparação.
  • O espetáculo foi inspirado por um poema da atriz, dramaturga e diretora Denise Stoklos, enviada após ela assistir a outro solo de Lorenzon.
  • A direção fica a cargo de Alessandra Maestrini, com dramaturgia de Renata Zambonelli, que também traz referências psicanalíticas para o projeto.
  • A peça estreia na programação off do Festival d’Avignon, na França, em julho.
  • Em setembro, a produção chega ao Sesc Ipiranga, em São Paulo, com venda de ingressos ainda não anunciada.

No Morumbi, em São Paulo, o ator João Paulo Lorenzon apresentou ao público de uma sessão de showcases seu novo solo, Nietzsche, do cavalo nada sabemos. A performance mistura ação física, sonoplastia e reflexão filosófica sobre violência, culpa e reparação, com chicotadas simuladas em cena.

A criação nasceu de um poema de Denise Stoklos, que inspirou Lorenzon a explorar a trajetória de Nietzsche ao assistir a uma anterior peça dele. A estreia ocorre na programação off do Festival d’Avignon, na França, prevista para julho, como parte de um projeto que reúne artes cênicas, música e imagem.

Lorenzon construiu um corpo cênico centrado no tema, articulando sons e imagens para contar a história de forma íntima. A diretora e atriz Alessandra Maestrini assume a direção, combinando atuação, voz e presença de palco, com foco no movimento e na energia da encenação.

A psicanalista Renata Zambonelli assina dramaturgia e referências, trazendo conexões com filmes e obras que tratam de violência, natureza e humanidade. A pesquisa também dialoga com ideias de Donna Haraway sobre a não separação entre espécies e espécies de relação com o mundo.

O design da peça inclui uma figura de água viva em cena, criada a partir de uma referência de Dominic Kiessling, que simboliza a continuidade da vida e busca uma saída de esperança diante de um mundo em crise. A montagem pretende questionar a distância entre humano e natureza sem recorrer a simplificações.

Os envolvidos destacam que a peça não busca convicções absolutas, mas abrir caminhos para leitura pessoal do tema. A performance é descrita como mais física do que verbal, mantendo o tom factual e sem apelos a doutrinas, para preservar a neutralidade.

Durante a criação, a equipe analisou referências de cinema e arte que tratam de violência, ternura e reformas emocionais, conectando-as à ideia central do espetáculo: o colapso de uma figura dominante que, em seguida, dança com a possibilidade de coexistência com a vida.

A apresentação tem foco no público que acompanha o Festival d’Avignon, com apresentação prevista no Sesc Ipiranga, em setembro, em São Paulo, onde os ingressos ainda não tiveram divulgação. A programação reforça a intenção de ampliar o diálogo entre arte, filosofia e questões ecológicas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais